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29/07/2014

Juro real cai com especulação sobre corte da Selic

Enquanto se especula sobre a possibilidade de o Banco Central reduzir a taxa básica de juros (Selic) ainda neste ano, os investidores no mercado futuro já promovem um movimento de afrouxamento monetário. Desde que o Comitê de Política Monetária (Copom) deu cabo ao processo de aperto no fim de maio, ao manter a Selic em 11% ao ano, a taxa de juro real (descontada a inflação) só fez cair.

Essa trajetória se acentuou nos últimos dias com sinais reiterados de fraqueza da economia. Atiçaram as apostas em corte da Selic a expectativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha sido negativo no segundo trimestre, o arrefecimento da inflação corrente e o comunicado do Copom divulgado na semana passada, interpretado pelo mercado como senha do BC antecipando a possibilidade de a Selic ingressar num ciclo de baixa.

As movimentações no mercado já produzem resultados concretos. Medida pela diferença entre a taxa do contrato de swap DI x Pré com prazo de 360 dias e a expectativa para o IPCA 12 meses à frente, a taxa de juro real caiu de 4,85% no início de junho para 4,71% no começo deste mês. Nos últimos dias, em meio ao tombo das taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI), recuou para 4,59% – o menor nível desde meados de janeiro, quando a Selic estava em 10,5% ao ano.

E a taxa real cai mesmo sem que as expectativas de inflação cedam de forma expressiva. No início de junho, após o fim do ciclo de alta que elevou a Selic em 3,75 pontos percentuais, para 11% ao ano, a projeção para o IPCA 12 meses à frente era de 6,01%. No Boletim Focus desta semana, a expectativa era de 5,95%. Se a inflação projetada cedeu muito pouco, o juro real declinou replicando a trajetória dos juros nominais no mercado. Segundo economistas ouvidos recentemente pelo Valor , o juro real neutro ou de equilíbrio – aquele que permite à economia crescer de acordo com seu potencial sem gerar pressões inflacionárias – gira ao redor de 5%. Por essa leitura, a política monetária atual não seria restritiva.

Expectativa de PIB negativo e arrefecimento da inflação atiçaram a percepção de possível afrouxamento

O economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa, vê um exagero nas apostas em afrouxamento monetário neste ano refletidas no mercado de juros futuros. Ressaltando que é difícil identificar a taxa de equilíbrio, que varia segundo a perspectiva do potencial de crescimento da economia, Rosa estima que o juro real neutro esteja entre 5% e 5,5%. “Não vejo como trabalhar com uma taxa real abaixo disso, mais perto de 4%. Embora a atividade esteja fraca, a inflação está em patamar elevado e as expectativas seguem desancoradas”, afirma.

Para a economia-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, é difícil pensar em uma redução da taxa básica já em setembro sem a “prova do pudim” de que a política monetária já está quebrando a crista da inflação. Um afrouxamento agora, além de inócuo do ponto de vista do crescimento por conta da falta de confiança, aumentaria as especulações de que o BC não estaria comprometido com a busca do centro da meta (4,5%).

Segundo Zeina, as condições atuais da economia brasileira sugerem que a taxa real neutra “de curto prazo” esteja entre 3% e 3,5%, ou seja, a política monetária já seria restritiva. As expectativas de inflação não cedem, contudo, porque a política fiscal atrapalha. “A política fiscal não é contracionista e tenho dúvidas até mesmo de que seja neutra”, afirma.

A queda do juro real é acompanhada por um forte recuo das taxas das NTN-Bs, papéis públicos que remuneram os investidores com uma taxa prefixada mais a variação do IPCA. A inflação implícita na NTN-B com vencimento em 2015 caiu de 6,11% no fim de junho para 6,01% esta semana. Em igual período, a inflação embutida no papel que vence em 2016 recuou de 5,93% para 5,71%. As estimativas de inflação embutidas nesses papéis são calculadas a partir da diferença entre o rendimento do título e a taxa do contrato futuro de DI de prazo equivalente.

E as taxas desses derivativos derreteram na BM&F nos últimos dias. À fraqueza da economia somam-se as especulações em torno da possibilidade de que o tucano Aécio Neves (PSDB) derrote a presidente Dilma Rousseff (PT) na corrida ao Palácio do Planalto. A hipótese ganhou força após pesquisas eleitorais sugerirem uma disputa acirrada entre Dilma e Aécio em um eventual segundo turno.

Pela tese que circula entre os investidores, o tucano, escudado pelo ex-presidente do Banco Central (BC) Armínio Fraga, promoveria um ajuste rápido da política econômica. Realinhamento dos preços administrados, fim da contabilidade criativa e busca pelo centro da meta de inflação estariam no cardápio. Trata-se de uma receita para derrubar os prêmios de risco e achatar o juro real no médio prazo. E os investidores se antecipam e tentam lucrar com a tese do “choque de credibilidade”. “Existe uma demanda muito forte por papéis prefixados e NTN-B por conta disso”, afirma um profissional de uma gestora de recursos local, que prefere não ter seu nome citado.

Para Zeina, da XP, parte da queda dos prêmios de risco tem que ser atribuída ao ambiente externo, marcado pela queda das taxas dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) diante da perspectiva de normalização gradual da política monetária americana. Mas a economista também vê influência da disputa eleitoral por trás da queda das taxas. “Há uma expectativa de mudança da política fiscal com outro governo. E não precisa nem ter uma meta de superávit primário maior. Basta apenas ter uma meta crível, sem artifícios, para derrubar os prêmios de risco”, afirma.

Via: Jornal Valor

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