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04/08/2017

Sócios estudam levar Braskem à Nyse, com sede nos Estados Unidos

Por Graziella Valenti e Stella Fontes | De São Paulo

Os sócios controladores da Braskem, Odebrecht e Petrobras, trabalham numa grande operação de mercado para a petroquímica, com a transferência da sede da empresa para os Estados Unidos e a abertura de capital com oferta de ações na Bolsa de Nova York. O plano, conforme o Valor apurou, considera a pulverização do capital da companhia e a rescisão do acordo de acionistas.

A notícia foi antecipada ontem pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

Essa não é a única alternativa na mesa para a questão societária da Braskem, mas a que vem ganhando cada vez mais força. A estrutura agrada especialmente a Petrobras, que cedeu mandato ao banco Santander para a instituição aprofundas estudos nessa direção. O banco estava montando operação semelhante (mas com propósito totalmente diverso) para a JBS.

Com avaliação atual de R$ 28 bilhões, donos da petroquímica querem destravar valor e ampliar internacionalização

Na bolsa, a Braskem está avaliada em R$ 28 bilhões. Odebrecht e Braskem controlam a empresa com fatias econômicas equivalentes, mas poderes diferentes. A Odebrecht tem 50,1% das ações ordinárias e a Petrobras, 47%. Ambas possuem também ações preferenciais (sem direito a voto) e a fatia no capital total de cada é, respectivamente, 38% e 36%. A gestão está nas mãos da Odebrecht, garantida pelo acordo de acionistas vigente.

Consultadas, nenhuma das três companhias comentou o assunto.

No mês passado, as sócias anunciaram que estão conversando sobre a revisão do acordo de controle. O contrato tem se mostrado um empecilho para a Petrobras vender sua fatia no negócio, como deseja, pois reduz a atratividade pelo poder limitado da estatal.

A relação entre eles, que nunca foi fácil, piorou muito com a Operação Lava-Jato. Mas, agora, as sócias têm uma meta comum, ainda que com finalidades diferentes: aumentar o valor da Braskem. É essa perspectiva que faz o modelo de migração de sede e oferta nos EUA cair no gosto de ambos, ainda que com entusiasmos diferentes.

A operação teria potencial, na visão dos donos, de trazer esse resultado, ao fazer o mercado ver mais valor no negócio propriamente, sem a pressão que a questão societária impõe atualmente.

A Braskem tem sido negociada em bolsa com múltiplo de Ebitda (que relaciona o valor em bolsa com o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em torno de 5 vezes, abaixo do patamar de 7 vezes exibido por suas pares internacionais. Se a empresa fosse equiparada a suas concorrentes, a valorização potencial seria de no mínimo 40%.

O maior desafio desse modelo é encaixar uma solução para as ações listadas na B3. Há diversos caminhos possíveis, mas não prejudicar a avaliação do mercado é considerado crucial.

Sem adicionar nenhum prêmio de controle, a participação da Petrobras vale em bolsa R$ 10 bilhões e a da Odebrecht, R$ 11 bilhões – considerados baixos por ambas.

Com o preço considerado justo pelo papel, Petrobras e Odebrecht poderiam levar à frente seus respectivos planos: a estatal, de vender sua participação; e a Odebrecht, de renegociar as dívidas do grupo, cujas finanças foram duramente atingidas pela Lava-Jato.

A valorização da Braskem ampliaria a força do ativo como moeda para a Odebrecht. As ações da petroquímica (incluindo dividendos) estão em garantia para empréstimos, numa linha de R$ 4 bilhões com bancos nacionais. Mas o plano do grupo é que a companhia alavanque captações maiores.

O grupo tem repetido que não pretende se desfazer da Braskem. Mas, esse modelo em debate permite à Odebrecht considerar a venda de uma parte de seus papéis.

A operação ainda está sendo formatada e debatida entre os sócios e, por isso, não foi levada ao conselho de administração da própria Braskem. Mas existe flexibilidade, a depender da aceitação, para uma oferta mista: além da venda secundária, de ações dos sócios, emissão primária para captação de recursos. Não está descartada a adoção de uma só classe de ações.

A colocação teria impacto potencialmente positivo sobre o valor da Braskem também com o aumento de liquidez. Só 25% do capital está em circulação na bolsa – todo o restante, com os donos.

A transferência da sede para os EUA faz sentido em diversas frentes, conforme o Valor apurou com variadas fontes. A medida permitiria a reforma da governança e afastaria o comando de onde ocorreram os problemas de corrupção: a Petrobras e a política local. A governança é tema essencial aos investidores, após a Lava-Jato levar a empresa a aceitar multa de quase US$ 1 bilhão, fixada por Ministério Público Federal (MPF) e Departamento de Justiça americano (DoJ).

A petroquímica no México, inaugurada em 2016, elevou a exposição no exterior e equilibrou as receitas entre Brasil e outros país. Comercialmente, a medida também tem relevância estratégica.

A Braskem divulgou dados não auditados do primeiro trimestre, com lucro líquido de R$ 1,9 bilhão e Ebitda de R$ 3,6 bilhões. Nesse período, a unidade brasileira vendeu 844 mil toneladas de resinas no país e exportou 430 mil toneladas. Nas operações internacionais, vendeu 534 mil toneladas nos Estados Unidos e Europa e 264 mil toneladas no México.

Em junho, a companhia anunciou o plano de investir US$ 675 milhões nos Estados Unidos, em uma unidade de polipropileno com capacidade de 450 mil toneladas e operação prevista para 2020.

Dentre as alternativas que estão sendo discutidas com a finalidade de destravar valor da Braskem está o uso do caixa em uma aquisição relevante, disseram fontes a par do assunto – o que torna uma oferta primária ainda mais interessante.

A Braskem tinha em caixa US$ 2,2 bilhões, em março. A dívida líquida ajustada, com a multa do acordo de leniência, estava em US$ 6 bilhões ou 1,82 vez o Ebitda.

A questão societária envolve também o futuro operacional da Braskem. Faz parte do conjunto de temas relacionado um novo contrato de fornecimento de nafta com a Petrobras. Na discussão societária, a força da estatal está na dependência da empresa matéria-prima enquanto que a Odebrecht usa sua força política, aceitando ou não modelos que agradam à Petrobras já que sua posição no acordo é mais confortável.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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