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27/07/2017

Selic volta a 1 dígito após 4 anos

Por Eduardo Campos, Lucinda Pinto e Silvia Rosa | De Brasília e São Paulo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a Selic em um ponto percentual ontem, para 9,25%, o que levou a taxa básica a um dígito pela primeira vez em quase quatro anos. O BC indicou que, mantidas as atuais condições, vai repetir a dose no seu próximo encontro, previsto para 5 e 6 de setembro, o que deixaria o juro básico em 8,25% ao ano.

Para economistas, o comunicado divulgado após a reunião sinaliza que o cenário base para o próximo encontro do Copom é de novo corte de um ponto percentual. Estratégia que só será alterada caso o quadro econômico passe por uma mudança muito expressiva. E, dadas as projeções de inflação abaixo da meta tanto para 2017 quanto para 2018, a expectativa de que a Selic termine o ano em um nível inferior a 8% ganhou mais força. Dentre analistas consultados, alguns alteraram suas previsões para uma Selic a 7% ainda este ano após a leitura do documento.

As projeções divulgadas no comunicado do Copom mostram que Selic a 8%, no fim deste e do próximo do ano, garante o cumprimento da meta de inflação de 4,5%. As projeções dão uma boa ideia de qual pode ser a extensão do ciclo de afrouxamento monetário, iniciado em outubro do ano passado com o juro básico em 14,25% ao ano.

Para 2017, a projeção do BC mostra o IPCA em 3,6%, e em 4,3% para 2018. Para esses dois anos a meta é de 4,5%. Quando o BC apresentou o Relatório de Inflação (RI), no fim de junho, Selic de 8,5% resultava em inflação de 3,8% no encerramento deste ano e de 4,5% em 2018, recuando a 4,3% no fim da primeira metade de 2019.

Sobre a extensão do ciclo, o Copom diz que isso dependerá de fatores conjunturais e das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira, que é aquela que permite o máximo de crescimento com inflação na meta. Quanto ao ritmo de corte, o BC repete o que já vinha dizendo. Ele continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação.

Para Daniel Weeks, economista-chefe da Garde Asset Management, o Copom já se comprometeu com um novo corte da Selic de um ponto na próxima reunião e só irá mudar essa estratégia se houver uma piora expressiva nas condições econômicas. Para ele, o tom do comunicado, bastante “dovish” (mais inclinado ao afrouxamento monetário), sugere que, além de manter esse passo, o Copom considera que há espaço para uma Selic mais baixa no fim do ciclo, possivelmente perto de 7%. “Ao projetar uma inflação de 4,3% com Selic a 8%, o BC está indicando que vê um juro mais baixo. Possivelmente esteja trabalhando implicitamente com um juro de 7,5%”, afirma.

O colegiado presidido por Ilan Goldfajn aponta que seu cenário base mostra atividade em estabilização com recuperação gradual e desinflação difundida inclusive em itens mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, como o preço de serviços.

O BC também afirma que, por ora, a maior incerteza sobre o ritmo de implementação de reformas e ajustes não teve efeito inflacionário ou deflacionário. Até então, o BC não tinha clareza sobre qual seria o efeito líquido da instabilidade política instaurada após o vazamento da conversa entre Michel Temer e o empresário Joesley Batista, em 17 de maio.

O BC continua destacando a importância da evolução do processo de reformas e ajustes, principalmente das fiscais e creditícias, para a queda das estimativas da taxa de juros estrutural. Essa referência ao ajuste no lado do crédito é nova e pode ser vista como uma citação à MP 777, que institui a Taxa de Longo Prazo (TLP) em substituição à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). O BC afirma que a medida amplia a potência da política monetária. Com menores movimentos na Selic haveria maior impacto sobre a inflação e atividade.

O comunicado, no entanto, não faz nenhum comentário mais elaborado sobre a situação fiscal corrente, conforme aumentaram as incertezas quanto ao cumprimento da meta de déficit primário de 2017 e o governo promoveu elevação de impostos sobre os combustíveis.

O BC também justifica a decisão pelo corte de um ponto mesmo depois de ter sinalizado, em maio, que o cenário prescrevia uma “redução moderada” no ritmo de flexibilização. “O Copom ressalta que a manutenção das condições econômicas, até este momento, a despeito do aumento de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas e ajustes na economia, permitiu a manutenção do ritmo de flexibilização nesta reunião”, diz o comunicado.

Em termos reais, a taxa de juros está ao redor de 3,7%, menor desde outubro de 2013, considerando o juro de mercado de 360 dias, de 8,28%, descontada uma inflação projetada em 12 meses de 4,4%. No começo do ciclo de corte de juros, a taxa real estava em de 6,90%.

“O Copom mostrou-se ‘data dependent’, o que significa que ele pode reduzir o ritmo de corte se as condições econômicas mudarem. Mas hoje, o mais provável é uma redução de um ponto percentual”, afirma o economista-chefe da Mauá Capital, Alexandre de Ázara. A leitura do comunicado aponta, segundo Ázara, para uma Selic de 7% no fim do ano.

Na opinião de Sérgio Goldenstein, sócio e gestor da Flag Asset Management, que reduziu a projeção para a Selic no fim deste ano de 7,75% para 7,25%, a manutenção do ritmo de corte dos juros vai depender das condições da política fiscal. “Se houver uma redução da meta fiscal, isso pode afetar o câmbio e gerar impacto inflacionário”, avalia.

Juan Jensen, sócio da 4E Consultoria, diz que o comunicado do Copom foi mais “dovish” do que o esperado e deve justificar uma revisão do cenário para a Selic no fim deste ano, de 7,5% para 7%. “Com esse comunicado, é provável que o juro vá ainda mais para baixo”, diz. Um dos pontos que ele destaca do texto foi a projeção para a inflação neste e no próximo ano. “Temos uma visão de que a crise política é desinflacionária, diferente do que diz o BC, que considera esse efeito neutro”, observa.

Para Rodrigo Melo, economista-chefe da Icatu Vanguarda, “o comunicado veio mais ‘dovish’ do que a gente imaginava”. Entre os pontos dovish do comunicado, Melo destaca a queda das projeções para a inflação do BC, especialmente para 2018. “Isso mostra que existe espaço para uma taxa de juros menor. Muito possivelmente, 7,5% para a Selic passa a ser o piso”, afirma.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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