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14/08/2017

Resultado financeiro cai e reduz lucro de seguradora

Por Daniela Meibak | De São Paulo

José Maurício Coelho, da BB Seguridade: melhora operacional não é suficiente para compensar queda no resultado financeiro

A queda da taxa de juros atingiu em cheio o resultado financeiro das seguradoras e levou muitas delas a apresentar queda no lucro líquido no segundo trimestre. As instituições, pelas regras de solvência, precisam ter uma reserva de capital e esses recursos são remunerados majoritariamente por indexadores como a Selic. O resultado financeiro gerado pelos investimentos sempre foi uma contribuição importante para o lucro líquido. Entretanto, a deterioração dessa linha do balanço não tem sido compensada pelos resultados operacionais nos últimos meses.

Desde que o ciclo de afrouxamento monetário foi iniciado, em outubro do ano passado, a taxa Selic já foi reduzida de 14,25% para 9,25% ao ano – e novas baixas são esperadas. Com isso, aponta um levantamento realizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) com uma amostra de 150 seguradoras, o resultado financeiro caiu 34%, em média, no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2016, de R$ 3,3 bilhões para R$ 2,2 bilhões. Na prática, isso significa que as empresas tiveram uma contribuição ao lucro cerca de R$ 1 bilhão menor em apenas três meses.

Apesar de a série de reduções da Selic ter começado há quase um ano, os dados da Susep mostram que os balanços das seguradoras foram atingidos de maneira mais relevante apenas de abril a junho. No primeiro trimestre, o resultado financeiro permaneceu praticamente estável, com redução de 1,2% na comparação anual, para R$ 3,09 bilhões.

A redução do resultado financeiro era amplamente esperada por todas as instituições, mas o ritmo desse movimento tem se mostrado surpreendentemente mais acelerado, conforme mostrou a BB Seguridade, holding de seguros do Banco do Brasil, na divulgação do balanço. Esse cenário levou a empresa a revisar a estimativa de lucro para 2017 de uma alta de 1% a 5% para uma queda de 1% a 5%.

“Nós projetávamos queda no financeiro, mas não imaginávamos que seria na velocidade que aconteceu. A melhora operacional é uma realidade, mas não está sendo suficiente para compensar, por isso a última linha do balanço não tem a evolução de que gostaríamos”, afirmou o presidente, José Maurício Pereira Coelho, em entrevista ao Valor.

No caso da seguradora, o resultado financeiro de suas controladas e coligadas totalizou R$ 245,9 milhões de abril a junho, queda de 21,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Além do efeito da Selic mais baixa nos títulos pós-fixados, a empresa cita a queda no resultado como efeito da marcação a mercado de títulos prefixados, especialmente os mais longos, que sofreram com o aumento das taxas no mercado futuro de juros. Também pesou para a menor rentabilidade da carteira da BB Seguridade índices de inflação mais baixos, que corrigem títulos públicos como as NTN-Bs.

Por outro lado, os resultados operacionais foram insuficientes para compensar o ganho financeiro menor no trimestre. O índice combinado – que mede a eficiência operacional e, quanto menor, melhor – ficou em 101,2% para o ramo de seguro patrimonial e automóvel (SH2) e em 69,1% em vida, habitacional e rural (SH1), com piora de um ano para o outro para ambos.

A SulAmérica também amargou retração nos números do trimestre, com baixa de 36,3% no lucro líquido. O índice combinado saiu de 101,3% no ano passado para 102,9% este ano, o que significa que ela segue operando com prejuízo. “O objetivo para o ano é ficar com o resultado operacional positivo. Em um cenário de taxas de juros mais baixas, é natural a redução do peso do resultado financeiro e a necessidade ampliar os resultados operacionais”, disse o presidente da seguradora, Gabriel Portella.

Esse é o caminho que deve ser seguido por todas as instituições, segundo Marcio Serôa de Araújo Coriolano, presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). O executivo já vê um movimento de alta de preços pelas seguradoras para compensar a perda.

“Verificamos este ano reprecificações bastante consistentes, aumentos de preço, mas esse não é o único caminho. Reduzir as despesas gerais e administrativas também é importante, porque no fim das contas o que interessa é o índice combinado”, diz Coriolano. “Alguma coisa tem de melhorar para o indicador ficar abaixo de 100%. Antes, em última instância, o financeiro resolvia essa questão.”

Algumas seguradoras têm sido mais bem sucedidas que outras na estratégia. A Porto Seguro, por exemplo, abriu mão de participação de mercado para aumentar preços, o que resultou em uma melhora em prêmios, sinistralidade e no índice combinado no segundo trimestre. As mudanças nas tarifas, de acordo com Marcelo Picanço, diretor de relações com investidores da instituição, já tiveram como base a perda futura com resultado financeiro, que recuou 37% no trimestre.

“As projeções mostram uma Selic de 8% em 2018, em relação ao nível de 14% em 2016. É uma queda muito elevada que exige o aumento de preços. Por mais que se tenha ganho de eficiência, não é suficiente para compensar”, argumentou Picanço.

A estratégia da Bradesco Seguros, segundo o presidente Octavio de Lazari Junior, é aprimorar a experiência do cliente da seguradora oferecendo os mais diversos tipos de produto. “Buscamos sempre intensificar a sinergia com o Bradesco, cuja base de clientes representa grande potencial de novos negócios para o grupo segurador. Atualmente, 78% dos nossos clientes pessoas físicas possuem apenas um produto Bradesco Seguros e nosso índice de penetração na base de correntistas pessoas físicas do banco é de cerca de 42%, o que demonstra o quanto há a ser explorado em termos de novos negócios”, afirmou o executivo.

A companhia tem tido sucesso em compensar o financeiro com o operacional. O lucro líquido subiu 9,11% no segundo trimestre, na comparação anual, e o índice combinado caiu de 89,6% nos três meses do ano passado para 86,6% neste ano.

Com espaço adicional para a queda da Selic média, as seguradoras devem continuar sofrendo com o resultado financeiro ainda menor no próximo ano, como confirmou o diretor financeiro da BB Seguridade, Werner Süffert, na divulgação do balanço.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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