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01/06/2017

PPSA vai escolher agente para vender óleo do pré-sal

Por André Ramalho | De Brasília

A Pré-sal Petróleo (PPSA) pretende lançar, no segundo semestre, uma licitação a fim de contratar um agente para fazer a comercialização dos volumes de petróleo de propriedade da União, produzidos no pré-sal sob o regime de partilha, a partir de 2018. Enquanto isso, segundo o presidente da estatal, Ibsen Flores, a PPSA está negociando um contrato temporário com a Petrobras, para comercialização dos primeiros barris da União, já a partir deste ano.
Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), as receitas da União com a comercialização do petróleo dos contratos de partilha são estimadas em R$ 768 milhões em 2017.

A intenção da PPSA é fechar contrato de três anos com o agente comercializador, válido a partir do segundo semestre de 2018. Segundo Flores, a ideia é atrair tradings (comercializadoras), associadas a empresas com infraestrutura logística, ou companhias que integrem as duas atividades. O executivo acredita que a Petrobras é uma forte candidatada.

“A Petrobras poderá participar da licitação e é uma forte concorrente, porque é a empresa com maior infraestrutura logística do país. Ela tem uma vantagem competitiva”, comenta Flores.

Vencerá a licitação a empresa que apresentar a menor taxa de remuneração. Pelo contrato, a trading comercializa o petróleo da União e retira, na venda, uma espécie de comissão antes de repassar as receitas ao Tesouro.
A expectativa da PPSA é que, inicialmente, as receitas da União sejam geradas a partir da comercialização do óleo dos campos de Libra (cujo teste de longa duração está o previsto para julho), Lula e Sapinhoá (ambos já em produção) e Tartaruga Verde (com produção prevista para o 4º trimestre).

Representante da União na gestão dos contratos de partilha, a PPSA vive a expectativa de um novo aporte de capital este ano. As regras das rodadas de partilha do pré-sal preveem o pagamento de bônus de R$ 53,8 milhões à estatal.
A intenção, diz Flores, é utilizar os recursos para investimentos em tecnologia, sobretudo softwares, e na contratação de pessoal. O plano é promover um concurso público no ano que vem – ainda não há previsão de quantos funcionários de carreira seriam contratados.

O executivo destacou, ainda, que a meta da PPSA é acelerar e fechar, até outubro, os acordos de unitização dos campos de Sapinhoá e Tartaruga Verde, cujas áreas adjacentes, pertencentes à União, serão ofertadas na 2ª rodada de partilha, no leilão das áreas unitizáveis. Flores esclareceu, no entanto, que ainda não tem previsão de quando assinará o acordo de Carcará e Gato do Mato, que também irão a leilão, mas ainda estão em fase de exploração.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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