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09/05/2017

Pine reverte prejuízo e desiste de fechar capital

Por Silvia Rosa | De São Paulo

O Banco Pine fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 652 mil, após três trimestres consecutivos de prejuízo. Ainda assim, o resultado representa uma queda de 91,85% em relação ao mesmo período do ano passado.
A recuperação do resultado foi impulsionada pela expansão da carteira de crédito pelo segundo trimestre consecutivo, após dez trimestres de desalavancagem. O lucro foi puxado ainda pelo crescimento do resultado de intermediação financeira, que somou R$ 46 milhões, alta de 226,7% no trimestre.

A carteira de crédito expandida do banco atingiu R$ 6,465 bilhões no fim de março, crescimento de 0,3% no trimestre e queda de 2,2% em 12 meses. “Em meados do ano passado já começamos a ver condições para voltar a crescer o balanço”, diz Norberto Zaiet, presidente do Pine.

O banco voltou a ver potencial de expansão do crédito voltado ao agronegócio, após os problemas enfrentados no setor, que representa 23% da carteira. O Pine estima encerrar o ano com uma carteira total entre R$ 7 bilhões e R$ 7,5 bilhões, o que representa avanço de 16% em relação ao estoque atual.

O banco vem adotando uma postura mais conservadora, buscando pulverizar a carteira de clientes. No último ano, o tíquete médio por grupo econômico saiu de cerca de R$ 20 milhões no primeiro trimestre de 2016 para R$ 18 milhões em março.

O índice de inadimplência acima de 90 dias chegou a 0,7% em março, alta de 0,1 ponto percentual em relação ao último trimestre, mas estável em 12 meses. Com isso, a provisão para créditos de liquidação duvidosa subiu 3,52% no trimestre, alcançando R$ 235 milhões. “As provisões devem ser mais baixas que no ano passado, mas o nível ainda deve ficar mais alto que o histórico”, diz Zaiet.

O Pine também tem ampliado as operações no banco de investimento, principalmente na emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliário (CRI) e do Agronegócio (CRA) com foco em tíquetes menores para atender nichos específicos.
Depois de chegar a estudar o fechamento do capital, Zaiet afirma que o banco decidiu continuar listado em bolsa. “Vemos uma recuperação da economia e queremos manter o canal aberto com os investidores”, diz Zaiet.

O Pine tem como sócios minoritários o banco alemão DEG e a Propargo, braço da Agência Francesa Desenvolvimento (AFD), que detêm juntos 6,5% do capital. O Pine encerrou o primeiro trimestre com um índice de Basileia de 15,1%, acima do requerido pelo Banco Central.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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