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19/09/2017

PESSOAS FÍSICAS COMEÇAM A PUXAR VOLTA GRADUAL DOS EMPRÉSTIMOS

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Por Sérgio Tauhata | De São Paulo

Marcelo Kopel, do Itaú Unibanco: começamos a ver uma melhora na demanda

A retomada do crédito já começou. E, embora tenha engatado apenas os primeiros passos, um conjunto significativo de sinais aponta para a aproximação de um novo ciclo de avanço liderado, em um primeiro momento, pelas pessoas físicas. A velocidade com a qual essa expectativa se tornará realidade, porém, vai depender da melhora dos riscos políticos e de dados concretos sobre a virada da economia, conforme ressalvam economistas e as próprias instituições financeiras.

A volta do consumo ainda é um cenário mais projetado do que efetivo, mas já começam a aparecer indícios de que a curva inverteu a tendência. “A gente passou a ver nos últimos dois meses uma parte dos clientes retomando alguma inclinação ao consumo. Já teve início uma recuperação para [financiamento de] veículos e temos observado pessoas tomando o consignado [linha com desconto em folha de pagamento] para troca de carro e fazer viagens”, afirma Eduardo Jurcevic, superintendente-executivo de Produtos de Crédito à Pessoa Física do Santander.

“Ao longo deste trimestre começamos a ver uma melhora, uma aceleração [da demanda] do crédito para pessoa física”, confirma Marcelo Kopel, diretor de Relações com Investidores do Itaú Unibanco. De acordo com o executivo, os sinais de retomada têm sido observados desde o fim do semestre passado, mas, no período, o ritmo de novas concessões não conseguia ultrapassar o de amortizações de dívidas, “mas agora se aproximaram”.

Os números revelam um consumidor ainda fragilizado, mas que começa a apresentar uma melhora da confiança. Levantamento nacional da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) apontou uma subida de 1,3% na demanda por crédito de consumidores em julho na comparação com o mês anterior. Em 12 meses até julho, houve desaceleração de queda da taxa para recuo de 5,7% frente a uma baixa de 6,3% em junho. O órgão projeta a volta ao crescimento positivo até o primeiro trimestre de 2018.

A demanda de crédito no mercado imobiliário, considerado um dos termômetros da confiança dos consumidores pelas características de longo prazo, reforça a percepção de que a mudança de rumo dessa curva se trata de um evento recente. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram uma reação a partir do segundo semestre.

A entidade estima que 2017 termine com um recuo de 3,5% na comparação anual do volume de novos financiamentos dentro do regime do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Apesar de negativo, o resultado representaria forte desaceleração frente à queda de 9% vista em junho. De fato, até setembro, aponta a Abecip, a baixa acumulada diminuiu de patamar, para 6%, com crescimento da procura observado a partir de julho.

Dados mais recentes do Banco Central também já refletem essa recuperação inicial dos financiamentos a pessoa física. Em julho, o saldo total de crédito para as famílias aumentou 0,2% na comparação com junho. Em 12 meses, o avanço atingiu 4,4% para um total de R$ 1,598 trilhão. O saldo de operações para a compra de veículos subiu 0,2% no sétimo mês.

Essa maior propensão aos empréstimos já pode ser notada no dado de endividamento das famílias, que apresentou a primeira alta em 16 meses de maio para junho. De acordo com o BC, a relação entre o estoque de crédito contratado e a renda líquida anualizada fechou junho em 41,62%, ante 41,53% de maio, na primeira elevação desde janeiro de 2016. O indicador, porém, ainda mostra espaço para se expandir, pois permanece no menor nível desde meados de 2011.

A inadimplência, no entanto, manteve-se sem variação no período. Conforme o BC, a taxa média das famílias fechou julho estável na comparação com o mês anterior em 3,9%, muito perto dos 3,7% no fim de 2016.

Nos últimos anos, as pessoas físicas intensificaram o movimento de desalavancagem em meio à maior recessão da história. “Até a primeira metade deste ano, o componente de amortização das dívidas ultrapassava as concessões novas, o que se refletiu no encolhimento nominal das carteiras de crédito mesmo com um volume considerável de operações”, explica Kopel, do Itaú Unibanco. “Hoje chegamos num ponto que começamos a ver algum crescimento, ano contra ano, da contratação de crédito de maneira generalizada nas linhas para pessoas físicas”, acrescenta.

Parte considerável do caminho para o crescimento do crédito tem sido pavimentado pela confluência de fatores positivos atuais. A lista dos antecedentes da bonança para os financiamentos reúne variáveis como inflação baixa, juros básicos em um dígito e com perspectiva de permanecer nesse patamar, pelo menos, até o fim do próximo ano, sangria do emprego estancada, associada a indícios da volta da criação líquida de vagas, inadimplência em queda, melhora do nível de endividamento das famílias e retorno do crescimento da atividade.

A ajuda pontual da liberação para saque dos saldos de contas inativas do FGTS, na primeira metade do ano, também contribuiu para melhorar o nível de desembolsos discricionários. A injeção de recursos extras na economia alcançou R$ 44 bilhões, segundo cálculos do governo.

“Desde agosto a continuidade da melhora do consumo não é mais fruto do dinheiro do FGTS, mas de pessoas que já resgataram seu orçamento e estão começando a tomar suas decisões de modo cauteloso”, avalia Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).

Não significa, porém, que as instituições financeiras trabalhem com um cenário de nova explosão do crédito ao consumo, semelhante à ocorrida no começo da década. Segundo Jurcevic, do Santander, o país viveu um ambiente no qual a renda real apresentava crescimento contínuo, o que ajudou as famílias a tomar mais dívidas, até 2013.

A crise econômica, que já perdura por vários anos, “mudou radicalmente o cenário”. A massa salarial passou a recuar e o número de pessoas com emprego nos arranjos familiares caiu fortemente. “De uma maneira geral, a demanda hoje ainda se concentra mais na tomada de empréstimos para se reorganizar financeiramente do que para consumo”, pondera Jurcevic.

Edson Cardozo, diretor de Empréstimos, Financiamentos e Crédito Imobiliário do Banco do Brasil, enxerga um processo muito gradual de retomada dos empréstimos para pessoa física. “Não acredito que o crédito destinado ao consumo tenha uma inflexão de curva muito relevante. As novas operações estão sendo destinadas, em um primeiro momento, a aliviar o endividamento, e, em segundo, a um consumo mais sustentável”, afirma.

Para o economista-chefe da Acrefi, apesar de haver uma demanda reprimida, a retomada seguirá um ritmo cauteloso. “Daqui para frente estaremos vendo um consumo e um crédito mais conscientes”, considera Tingas.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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