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09/08/2017

Paradas podem garantir preços mais altos para celulose

Por Stella Fontes | De São Paulo

Após dez meses consecutivos de aumentos de preço, não houve anúncio de reajuste para nenhum dos três mercados internacionais de referência para a celulose de fibra curta em agosto. Mas é possível que a atual relação entre oferta e demanda siga favorecendo as cotações e haja algum espaço para novo reajuste em setembro, antes de a produção adicional da Fibria chegar ao mercado. Entre os produtores, a estratégia é acompanhar o equilíbrio entre essas forças nas próximas três semanas, para eventualmente anunciar um reajuste nos últimos dias deste mês.

Jogam a favor dessa possibilidade as paradas em fábricas de celulose, programadas a partir de julho, que devem retirar da oferta algo entre 300 mil toneladas e 400 mil toneladas. O volume é muito parecido ao que deve ser colocado no mercado neste ano pela nova linha de produção da Fibria e pode neutralizar o tradicional impacto negativo que tem a chegada de novas fábricas.

Ao mesmo tempo, a demanda mundial mostrou aceleração nos seis primeiros meses do ano, especialmente na China, e neste momento não há sinais de inversão de tendência. Os chineses são os maiores compradores e exercem grande influência na formação dos preços. Mantido, esse ritmo compensaria volumes provenientes da fábrica OKI e da nova unidade da Metsa, que também devem chegar a mercado neste semestre.

De acordo com o PPPC (sigla para Pulp and Paper Products Council), os embarques totais de celulose branqueada subiram 4,1% de janeiro a junho, para 24,175 milhões de toneladas. Na China, a alta foi de 9,6%, a 7 milhões de toneladas. Essa demanda robusta e eventos que tiveram impacto na oferta de fibra curta permitiram avanço nos preços de referência (sobre os quais incidem descontos), no acumulado do semestre, de US$ 200 por tonelada na Europa, US$ 150 por tonelada na China e US$ 210 por tonelada na América do Norte.

“Temos uma leitura positiva para o terceiro trimestre, com preços superiores ao do segundo trimestre”, disse o diretor da unidade de negócios de celulose da Suzano Papel e Celulose, Carlos Aníbal, após a divulgação dos resultados da companhia. Conforme o executivo, o aumento de US$ 20 por tonelada anunciado para julho nos mercados europeu e americano foi integralmente implementado.

Na Europa, os preços refletem o aumento, com a cotação de referência a US$ 880 por tonelada naquele mercado. Segundo o índice PIX, divulgado ontem pela consultoria Foex, o preço subiu US$ 12,34 na última semana na Europa, para US$ 879 por tonelada. Na China, a alta foi mais modesta: US$ 0,78, a US$ 642,92 por tonelada – a cotação de referência está em US$ 700 por tonelada desde junho.

A Suzano, segunda maior produtora mundial de celulose de eucalipto, vai reduzir em 100 mil toneladas a oferta no terceiro trimestre, na esteira de uma parada programada para manutenção mais longa do que o habitual na fábrica de Imperatriz (MA).

A CMPC Celulose Riograndense, por sua vez, surpreendeu o mercado ao estender por mais 15 dias a parada programada para manutenção na linha 2 de produção da fábrica de Guaíba (RS). A parada ocorreria, inicialmente, entre 13 de julho e 30 de julho, mas os trabalhos foram ampliados. A linha 2 tem capacidade de 1,3 milhão de toneladas por ano e teve sua operação suspensa temporariamente no início do ano, após uma falha na caldeira de recuperação.

Conforme a CMPC, o atraso na retomada da produção neste momento está relacionada ao incidente na caldeira. Alguns equipamentos foram enviados para análise do fabricante na Finlândia e a previsão é a de que, nesse prazo de 15 dias, já se tenha um retorno, o que levará à imediata retomada da operação. A CMPC fará ainda uma parada programada na linha 1 de Guaíba, com capacidade para 450 mil toneladas anuais, entre 23 de setembro e 2 de outubro.

Entre os analistas, o tom é mais cauteloso. Em relatório de ontem, o UBS destaca que operadores globais estão surpresos com a estabilidade dos preços a despeito da sazonalidade desfavorável – o que é atribuído à combinação de atrasos na nova oferta e bom crescimento da demanda.

De qualquer maneira, ressalta o banco, há pouca visibilidade quanto ao comportamento dos preços no curto prazo, embora o sentimento de cautela permaneça diante da curva de aprendizagem das novas fábricas da APP (a OKI), Fibria e Metsa. Para os próximos 12 meses, a indicação em conversas com investidores, aponta o UBS, é de possível correção para baixo, de US$ 50 a US$ 150 por tonelada.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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