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16/03/2017

O impacto nas ações da queda dos juros e do risco país

Por Carlos Eduardo Rocha

É inexorável o efeito de algumas variáveis sobre os ativos direcionados para investimento e, particularmente, para a bolsa de valores e mercado de ações, que tem o objetivo de atribuir um valor justo às empresas da economia real. Esse princípio fundamental mostra que as ações de uma determinada companhia deveriam refletir a expectativa de seus fluxos de caixa e de seus resultados futuros, descontada uma determinada taxa de juros.

A formação do valor justo das ações de uma empresa inicia-se pela determinação de uma série de premissas básicas sobre seu comportamento operacional e financeiro. São analisados cenários compostos por expectativas setoriais, projeções de resultados, organização de estruturas de balanço, estratégias de gestão que influenciam os parâmetros da própria avaliação do ativo.

O principal objetivo destes exercícios é estabelecer as diferenças entre preço e valor, sabendo como preço aquilo que se paga efetivamente por um produto ou serviço, enquanto valor é aquilo que deveria ser pago.
No Brasil, estamos em um momento em que essas premissas assumiram um quadro muito dinâmico. Após um longo período de queda na atividade econômica, 2017 será um ano de transição com 2018 acenando para um crescimento.

A partir da troca de governo e do início da recuperação da confiança no futuro, pautada por reformas importantes como a fiscal e a da Previdência, acompanhamos a queda dos índices de inflação – agora ancorados na meta. Também já observamos a queda das taxas de juros, a redução da volatilidade cambial e, principalmente, a redução acentuada das taxas de risco associadas aos investimentos, medidas pelo CDS (Credit Default Swap).

Nesse quadro, destaco duas premissas em particular: a queda nas taxas de juros e o CDS. A primeira é uma das variáveis macroeconômicas fundamentais para o bom funcionamento da economia. Seu comportamento é determinante para outras variáveis como o próprio crescimento econômico, o emprego, a percepção de renda, as taxas de câmbio e os índices de inflação.

As taxas de juros ditam as condições do crédito e do investimento, uma vez que modificam o custo do dinheiro e, no caso das empresas, influenciam fortemente os investimentos e resultado financeiro. A influência da taxa de juros também é observada de maneira significativa na alteração do custo de capital de terceiros (Kd), componente da taxa de desconto utilizada para a avaliação (WACC).

Já a redução do risco associado ao país medido pelo CDS – spread que se paga em um investimento em relação à rentabilidade garantida pelos títulos do Tesouro dos Estados Unidos – é considerado como o de menor risco. Ele tem um papel relevante na determinação da taxa livre de risco, que condiciona qualquer investimento.

A taxa livre de risco é integrante do custo de capital próprio (Ke) ou, ainda, a mínima remuneração aceita pelos donos do capital para realizarem algum projeto de investimento. O custo de capital próprio é o segundo componente na ponderação da taxa de desconto (WACC) utilizada na determinação do valor dos ativos.

Durante o último ano, as taxas de juros de longo prazo do Brasil saíram de patamares superiores a 13% para níveis próximos a 10%. Acreditamos que esse movimento de queda da Selic deve continuar e atingir níveis próximos a 8% ao ano, em um cenário mais otimista. Trajetória semelhante já ocorreu com o CDS, que saiu de mais de 400 para 200 pontos, com viés de baixa.

Diante desses fatos, fizemos uma simulação para determinar o impacto que uma queda nas taxas de juros e no CDS teria na determinação do WACC e, por consequência, diretamente no valor dos ativos, utilizando-se o pressuposto de manter as demais variáveis constantes. Neste caso, não consideramos o impacto positivo que as taxas de juros exercem nas demais variáveis das empresas nem as particularidades das mesmas.

Ao sensibilizar essas variáveis no processo de avaliação do valor justo das empresas, encontramos aproximadamente 15% de valor adicional a cada 1 ponto percentual de redução em ambos os indicadores. Considerando a magnitude dos movimentos nessas duas variáveis, percebemos que ainda existe um potencial de valorização relevante a ser capturado.

Ou seja, os negócios realizados com ações atualmente não estão precificando plenamente as tendências de queda gradual e continuada nas taxas de juros e de risco e que, portanto, ainda permitem ganhos interessantes de capital.
No entanto, é válido o pressuposto de investir em boas ações, de empresas líderes em seus mercados, orientadas pela criação de valor e estruturadas em negócios com perspectiva de crescimento, com diferenciais competitivos e excelência na gestão. Tais empresas incorporam constantemente valor ao negócio, tendo a queda de juros e do CDS como fonte adicional de geração de valor.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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