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12/05/2017

Magazine Luiza tenta cortar dívida

Por Adriana Mattos e Carolina Mandl | De São Paulo

Abertura de lojas tradicionais não é foco do plano por trás da oferta primária de ações; venda de ações dos controladores, se acontecer, será pequena

A intenção do Magazine Luiza ao planejar uma oferta de ações é reforçar o caixa da empresa, tornando-a mais desalavancada – os patamares de endividamento já têm caído – e ampliar a operação digital do grupo, segundo o Valor apurou.

A varejista de eletroeletrônicos informou na noite de quarta-feira ao mercado que avalia realizar uma oferta de ações, observando que não há definição sobre estrutura ou volume da operação. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a expectativa é de levantar cerca de R$ 1 bilhão.

Além de uma oferta primária, a rede não descarta a hipótese de uma operação secundária – sem entrada de capital em caixa, pois são os sócios que vendem as ações -, mas este não é o objetivo central. Uma eventual colocação secundária de papéis atingiria uma parcela pequena, de 10% a 15% do total, apurou o Valor, e ocorrerá se a operação for bem-sucedida a ponto de a demanda ir além do volume oferecido. A família Trajano, fundadora da rede, é a maior sócia, com 74% das ações ON, e o restante está no mercado.

A entrada de R$ 1 bilhão levaria a um caixa líquido de R$ 550 milhões, considerando uma dívida líquida de quase R$ 445 milhões em março. Um ano atrás, a dívida ajustada era de R$ 860 milhões. A relação entre dívida líquida e lucro antes de juro, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustada caiu de 1,6 vez em março de 2016 para 0,5 neste ano.

Apesar da melhora, segundo uma fonte ouvida, há hoje custos financeiros mais elevados com os quais a empresa tem que arcar, considerando a recente escalada dos juros. Com a oferta, e consequente caixa líquido positivo, deve ser reduzida a pressão das despesas financeiras sobre os números. Hoje, boa parte do lucro da rede é afetada por essa despesa.

O raciocínio que se faz ainda é que uma operação da ordem de R$ 1 bilhão é ideal para adequar a estrutura de capital ao tamanho da companhia, com valor de mercado na faixa de R$ 5,7 bilhões e receita bruta anual em quase R$ 12 bilhões. “Com a oferta, o patrimônio líquido da empresa ficará mais compatível com o ativo não circulante”, diz uma fonte.

O Magazine Luiza encerrou março com patrimônio líquido de R$ 770 milhões, para um ativo não circulante de R$ 2,3 bilhões.

Não há nenhuma grande aquisição prevista, diz uma fonte a par do assunto. Desembolsos com compras de empresas, a partir da oferta, podem ocorrer, mas em pequeno volume e diretamente relacionados com o negócio digital, apurou o Valor. As últimas aquisições do grupo nesse segmento não têm passado de R$ 20 milhões. Não há plano de acelerar a abertura de lojas tradicionais com os recursos da operação.

A empresa já detectou a necessidade mais imediata de montar uma estrutura de serviços digitais em seu negócio de “market place” – shopping virtual em que são vendidas mercadorias de outras empresas. A varejista deve entrar mais pesadamente na disputa por venda de serviços a esses pequenos comerciantes com já fazem o Mercado Livre e a B2W, controlada pela Lojas Americanas.

Se começasse a avançar nesse projeto sem mais recursos em caixa, os gastos pressionariam as despesas operacionais no médio prazo (algo que chegou a ocorrer no passado, lembra um consultor próximo à rede). “Eles querem tirar do Capex, não da Opex [despesas operacionais]”.

A coleta de intenções de investimento por parte dos bancos contratados deve envolver fundos estrangeiros com foco em tecnologia, que hoje não estão na base de acionistas da empresa. A oferta será coordenada por BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America Merrill Lynch e J.P.Morgan.

Há um entendimento que, com a melhora das condições operacionais e financeiras da empresa, pode haver uma demanda maior pelo papel por parte de investidores externos institucionais. Temasek, Rocket Internet e o fundo soberano de Cingapura (GIC) são grupos com atuação em empresas de comércio eletrônico no país.

A varejista ainda não deu informações sobre as apresentações a investidores e o processo de coleta de intenções de investimento. Procurada, a rede não comenta o assunto e diz que manterá o mercado informado sobre o tema.
Desde 2016, quando a valorização do papel começou, o mercado assiste a uma escalada no valor da ação da rede, com o papel ontem fechando em R$ 261,77. Após a confirmação da oferta, a ação da companhia encerrou a quinta-feira com queda de 5,89%. No ano, as ações da empresa subiram 1.383%.

No fim de 2015, o anúncio da rede de focar no varejo digital animou os investidores, e esse bom humor do mercado se manteve com melhora dos resultados operacionais e expansão do lucro num período de crise e com os concorrentes encolhendo. A reestruturação dos negócios anos atrás, em busca de eficiência, também se refletiu nessa valorização. De janeiro a março deste ano, o lucro subiu mais de 10 vezes, para R$ 58,5 milhões.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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