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17/05/2017

Le Biscuit se reestrutura e retoma plano de expansão

Por Adriana Mattos | De São Paulo

Roberto Hentzy, da Le Biscuit: redução de fornecedores e do portfólio

A varejista Le Biscuit, cujo um dos sócios é a gestora Vinci Partners, pretende retomar a expansão orgânica este ano, após passar pelo que chama de “inflexão estratégica” – que levou à revisão dos planos de crescimento entre 2015 e 2016. Nesse período, a família Sant’Anna, controladora do negócio, deixou o comando, a Vinci ampliou sua participação e o foco foi a redução de ineficiências.

Agora, o projeto prevê atingir R$ 1,2 bilhão em receita, com 160 lojas, até o fim de 2020. Em 2016, a receita bruta foi de R$ 622 milhões, com 83 pontos de venda. Com sede na Bahia, a rede comercializa artigos para casa, eletrodomésticos, material escolar, entre outros. A intenção é retornar ao lucro em 2017, segundo Gabriel Felzenszwalb, sócio da Vinci.

Havia um plano, mencionado pela família Sant’Anna no fim de 2012, de atingir pouco mais de 200 unidades neste ano. Mas a empresa teve que rever prioridades. “Era preciso melhorar a gestão comercial, nossos sortimentos e a cadeia de suprimentos. Ainda avançou-se numa racionalização maior no fornecimento de mercadorias. Veio a crise e entendemos que era a hora certa para parar e fazermos isso”, disse Roberto Hentzy, presidente da rede desde o início de 2015.

Hentzy assumiu o comando no lugar de Alvaro Sant’Anna, que foi para o conselho da rede – ele é filho do fundador da Le Biscuit, Aristóteles Sant’Anna. A mudança ocorreu pouco depois de a Vinci ampliar sua participação na empresa de 40% para 49% do capital (a família tem os 51% restantes).

Os recursos com a ampliação na posição acionária levaram a uma capitalização na empresa de cerca de R$ 230 milhões por parte da Vinci. Esse montante se soma a outras duas emissões de debêntures no total de R$ 85 milhões, além da entrada de recursos para capital de giro por meio de linhas bancárias e reinvestimento de caixa. Na soma total, os investimentos desde a entrada da Vinci na rede, em 2012, somam R$ 350 milhões.

Os montantes foram sendo aplicados, em parte, na reestruturação do negócio. Uma das dificuldades enfrentadas estava na baixa concentração de estoques no centro de distribuição em Camaçari (BA), o que levava a indústria a ter que entregar produtos diretamente em parte das lojas. Pode parecer uma boa ideia, mas torna a operação mais complexa e cara. Em 2015, 60% dos itens saíam do centro de distribuição, e essa taxa foi a 95% no fim do ano passado.

Ainda houve uma troca nos sistemas de gestão de rede, do Proton ERP para o da alemã SAP em agosto de 2014. A “estabilidade operacional” foi atingida no ano seguinte após a troca. Também foi feita uma revisão na base de fornecedores, reduzida em cerca de 20% nesse (hoje são 600 empresas) levando a uma diminuição no volume de itens à venda, retirando do portfólio produtos que não vendiam ou que não eram rentáveis.

Com os fabricantes que continuaram parceiros, a empresa decidiu montar um “ciclo de planejamento comercial”. Resume-se a ter um plano de mais longo prazo, com 7 a 8 meses de antecedência, do que a empresa pode comprar da indústria. Até então, a companhia não tinha isso desenhado com os fornecedores.

Apesar das mudanças, a empresa afirma que os resultados não foram afetados pela desaceleração em aberturas e pelo processo de reestruturação. Para a companhia, a aceleração nas inaugurações pode beneficiar os números deste ano.

De janeiro a abril, as vendas brutas da rede atingiram R$ 226 milhões, alta de quase 18% sobre ano anterior. As vendas mesmas lojas (em operação há mais de 12 meses) subiram 13,5%. O valor do Ebitda alcançou R$ 26,5 milhões até abril, expansão de 77% (a margem passou de 10% para 15,3%)

“Na crise, nos ajustamos a um portfólio de itens mais baratos, mas com boa margem. Por exemplo, a linha para festas tem crescido, com mais comemorações em casa. Ampliamos o foco nessa linha”, disse Hentzy.

As vendas brutas subiram 14% em 2016, para R$ 622 milhões, e as vendas “mesmas lojas” aumentaram 10%. O Ebitda foi a quase R$ 64 milhões em 2016, com margem de 13,2% (em 2015 eram R$ 49,2 milhões a margem de 11,1%). A estimativa é que a receita bruta alcance R$ 750 milhões em 2017, alta de cerca de 20%. A projeção é de um Ebitda de R$ 90 milhões neste ano e margem de 15%.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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