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15/05/2017

Kepler Weber encerrou 1º tri com prejuízo

Por Kauanna Navarro | De São Paulo

A companhia de armazenagem de grãos Kepler Weber registrou no primeiro trimestre deste ano prejuízo líquido de R$ 5,8 milhões, 1,8% mais que as perdas do primeiro trimestre de 2016. O resultado ainda não refletiu os negócios previstos com a safra recorde de grãos do ciclo 2016/17, prevista em 232 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“Produzimos bens de capital que não têm a mesma velocidade de reação às notícias que os mercados de consumo”, afirmou Olivier Colas, vice-presidente da empresa, ao Valor. Para os próximos trimestres, as perspectivas são positivas. Segundo Colas, houve aumento um significativo de pedidos de cotação para a construção de armazéns. Para ele, o momento econômico é mais propício a investimentos, com os bons números previstos para a safra 2016/17 e menos incertezas políticas.

As perspectivas do executivo estão alinhadas à demanda por crédito para a construção de armazéns. O Ministério da Agricultura já teve de complementar as linhas de crédito do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) com aporte de R$ 280 milhões ao montante inicial de R$ 1,4 bilhão previsto no Plano Safra 2016/17.

Mesmo com prejuízo líquido maior no trimestre na comparação anual, a Kepler reportou receita líquida marginalmente maior. A receita aumentou 1,2%, para R$ 117,2 milhões. A companhia seguiu na estratégia de diversificar os negócios e expandir a participação na venda de peças e serviços. A receita com a comercialização de peças que fazem a movimentação dos granéis no porto subiu 2,4 vezes e alcançou para R$ 12 milhões.

No primeiro trimestre, o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou negativo em R$ 2,6 milhões, retração de 46,5%. A margem ficou negativa em 2,2%, melhor que o resultado negativo de 4,2% de um ano antes.

Com a queda no mercado de armazenagem e, consequente, recuo de preços, a Kepler tem enfrentado problemas para recompor margens. “Normalmente, não entramos em briga por preço, mas quando o mercado desaba nossa obrigação é buscar os clientes que fazem sentido”.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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