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12/09/2017

JBS VENDE IRLANDESA MOY PARK E ALONGA DÍVIDA

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Por Vanessa Adachi, Fernando Lopes, Fernanda Pressinott, Camila Souza Ramos e Rodrigo Rocha | De São Paulo

Lovette, CEO da Pilgrim’s: aquisição posicionará a companhia “como player global”

Não é segredo que o plano da JBS era vender a subsidiária irlandesa Moy Park para engordar o caixa, rolar dívidas e atravessar com mais tranquilidade as turbulências deflagradas pelas delações dos irmãos Batista, donos da holding que tem a maior parte de suas ações (42,5%). Mas a empresa causou surpresa ontem ao concretizar a venda dentro de casa. A compradora foi sua controlada americana Pilgrim’s Pride.

Com a tacada, que levantou dúvidas no mercado quanto a dificuldades de encontrar compradores para a Moy Park que atendessem às condições pretendidas, incluindo preço, a JBS ao menos cumprirá o objetivo de colocar dinheiro em caixa e reduzir a dívida com bancos brasileiros. A compra foi fechada por US$ 1,3 bilhão, incluindo US$ 300 milhões em dívidas. Ou seja, a JBS colocará US$ 1 bilhão em caixa. No total do grupo, porém, o tamanho da dívida permanecerá quase o mesmo, já que a JBS SA consolida integralmente o balanço da Pilgrim’s. Na prática, portanto, a JBS transferiu um ativo e dívidas para a Pilgrim’s e receberá caixa em troca.

Embora não vá haver a redução do endividamento consolidado que viria com a venda da Moy Park para um concorrente, haverá a troca de uma dívida de curto prazo e mais cara no Brasil por outra mais longa e barata nos EUA. A Pilgrim’s emitirá US$ 737 milhões em títulos de dívida para financiar a transação – num primeiro momento, notas de curto prazo serão compradas pela JBS e, depois, trocadas pela dívida mais longa. Uma fatia menor será paga em dinheiro. A Pilgrim’s encerrou o segundo trimestre de seu atual exercício com caixa e equivalentes de caixa de US$ 324,2 milhões.

Conforme uma fonte ligada à JBS, o acordo com a Pilgrim’s não está condicionado à validade do acordo de leniência fechado com o Ministério Público. As vendas de outros ativos pelo grupo contêm esse condicionante e surgiram dúvidas sobre a manutenção da leniência depois que a delação premiada de Joesley Batista e Ricardo Saud foram postas em xeque.

A venda para uma empresa do próprio grupo tem ao menos uma vantagem, do ponto de vista da JBS. Vender a Moy Park a um terceiro representaria abrir mão de uma importante fonte de diversificação geográfica da produção e da receita do grupo, o que não era desejável para quem tem planos de lançar ações nos Estados Unidos via JBS USA. Com esse desenho, a companhia não obteve o ideal, mas ficou com uma solução intermediária.

Em comunicado, Bill Lovette, CEO da Pilgrim’s, afirmou que a aquisição da Moy Park posicionará a companhia americana “como um player global e permitirá o aumento das margens na área de frangos, assim como expandirá o portfólio de alimentos prontos”. A Moy Park abate mais de 5,7 milhões de aves por semana e tem 13 fábricas de processamento localizadas no Reino Unido, Irlanda, França e Holanda. Segundo a Pilgrim’s, que conta com fábricas de processamento de frango e/ou alimentos industrializados em 14 Estados americanos, Porto Rico e México, o negócio trará sinergias anuais de US$ 50 milhões nos próximos dois anos e vai gerar um aumento anual em seu faturamento – que foi de US$ 4,3 bilhões no primeiro semestre – de US$ 2 bilhões.

Fontes do segmento de carnes afirmam que a Moy Park de fato atraiu um bom número de interessados, mas que o valor pedido vinha sendo um obstáculo. Além disso, os mais fortes candidatos eram da União Europeia, o que exigiria aval das autoridades concorrenciais do bloco e tornaria a transação mais demorada. Nesse cenário, a Pilgrim’s – que, segundo fontes próximas à JBS, estava no páreo desde o início – ganhou terreno.

A JBS não comentou os moldes da transação. Para tentar tranquilizar seus acionistas minoritários, o conselho de administração da Pilgrim’s montou um comitê independente formado apenas por seus três membros indicados por minoritários. Esse comitê analisou o negócio e o aprovou com a assessoria financeira da butique Evercore.

“A alavancagem líquida da Pilgrim’s no segundo trimestre de 2017 foi de 1,1 vez e, considerando uma aquisição financiada com caixa e dívida, mais a geração de fluxo de caixa a partir do terceiro trimestre, a alavancagem seria inferior a duas vezes no encerramento da operação”, disseram executivos da empresa em teleconferência com analistas.

Nada disso impediu, entretanto, a reação negativa do mercado americano. Enquanto as ações da JBS fecharam em queda de 0,73% ontem na B3, as da Pilgrim’s recuaram 3,2% em Nova York, sob a influência do incremento do endividamento da companhia e da desconfiança com um negócio com a empresa que detém 78,5% de seu capital.

A venda era considerada pelos irmãos Batista como a joia da coroa do plano de desinvestimentos da JBS, lançado para fortalecer o caixa e reduzir dívidas. Também estavam no pacote inicial, além da Moy Park, a participação de 19,2% da JBS na Vigor – a venda da empresa de lácteos para a mexicana Lala já foi acertada e o negócio renderá R$ 780 milhões à companhia – e os ativos da controlada americana Five Rivers Cattle Feeding, grande confinadora de gado. A venda desses ativos poderá ser anunciada a qualquer momento, e significará, para a JBS, mais cerca de R$ 500 milhões em recursos e redução de custos com gado. Antes do plano, a JBS já havia acertado a venda de frigoríficos em países do Mercosul para a brasileira Minerva Foods, por US$ 300 milhões, e essa transação já recebeu sinal verde do Cade.

No fim do segundo trimestre, a alavancagem da JBS era de mais de quatro vezes, e a meta é reduzi-la para 3,5 vezes já neste ano – e não apenas em 2018, como acordado no plano de renegociação de dívidas fechado recentemente com seus bancos credores. No que se refere ao perfil da dívida, a ideia é reduzir pela metade os passivos de curto prazo o mais rapidamente possível, que representavam quase um terço do endividamento total de R$ 50,4 bilhões ao término do segundo trimestre.

Para a melhora do perfil da dívida, o câmbio também está ajudando. Levando-se em conta que mais de 90% das dívidas da JBS são em dólar e que a moeda americana fechou o segundo trimestre em torno de R$ 3,30, uma queda para R$ 3,10 faz diferença. Outro ponto positivo é que, como já indicou Wesley Batista, o desempenho dos negócios neste terceiro trimestre, sobretudo no exterior – nos EUA particularmente – também está superando as melhores expectativas, e os resultados no período tendem a ser robustos.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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