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12/06/2017

Instituições exploram fontes alternativas de recursos

Por Silvia Rosa | De São Paulo

Fittipaldi, do BNP: mercados não estão fechados, mas é preciso mais estabilidade

Com a maior seletividade na concessão de empréstimos por parte das grandes instituições financeiras e o acesso ao mercado de capitais limitado a créditos de boa qualidade, os bancos de investimento estão buscando fontes alternativas de recursos para as empresas não só com investidores locais como estrangeiros.

A deterioração do cenário desde o vazamento da delação dos controladores da JBS, no dia 17 de maio, deixou os investidores mais cautelosos, o que provocou uma pausa nas operações para captar recursos, como as ofertas de ações e de títulos de crédito. “A questão política afetou um pouco os preços no mercado secundário. Não significa que os mercados estão fechados, mas falta clareza de que não vai haver uma ruptura tão grande”, afirma Rodrigo Fittipaldi, diretor do BNP Paribas responsável pelas operações de mercado de capitais locais e internacionais com emissores brasileiros.

No mercado de capitais doméstico, as captações alcançaram R$ 6,3 bilhões em maio, o que representa um recuo de 34,1% ante abril e de 31% em relação ao mesmo mês do ano passado, interrompendo a trajetória de crescimento observada nos últimos meses. Só as emissões de renda fixa, que somaram R$ 4,6 bilhões em maio, tiveram queda de 12,9% ante abril e de 50% na comparação anual.

No acumulado do ano, contudo, o desempenho continua positivo, com aumento de 39,4% no volume das operações, se descontada a única emissão de debênture de leasing de 2016.

Daniel Vaz, chefe da área de mercado de dívida local do BTG Pactual, afirma que o mercado continua aberto para empresas com baixo risco de crédito, classificadas com rating “AA” ou “AAA”, mas o custo para o emissor tende a aumentar. “As operações vão passar por uma reprecificação e as taxas devem se acomodar em um novo patamar com o ajuste da curva de juros e o aumento do risco”, diz. O prazo médio de emissões tradicionais de debêntures, segundo ele, está entre três e cinco anos.

Nesse ambiente de incerteza, o executivo do BNP Paribas lembra que um caminho alternativo às fontes de financiamento tradicionais são as operações estruturadas. Entre elas, estão desde emissões com lastro em fluxos de exportação até operações de securitização com garantias em direitos creditórios, como os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). As emissões de CRAs, por exemplo, cresceram 42,6% neste ano, até maio, ante o mesmo período de 2016, para R$ 4,8 bilhões.

O Credit Suisse tem buscado alternativas para as empresas no exterior, mas em segmentos pouco tradicionais. “Estamos atrás de novos bolsões de liquidez, falando com bancos asiáticos e fundos soberanos da Ásia e Oriente Médio”, afirma Guilherme Lago, diretor responsável pela área de renda fixa. Segundo ele, com a piora da percepção de risco em relação ao Brasil, a oferta de crédito sindicalizado por meio de bancos tradicionais da Europa e da Ásia caiu.

Esse tipo mais tradicional de funding está disponível mais para empresas com baixo risco de crédito como a Vale, que anunciou na sexta-feira a contratação de uma linha de crédito rotativo de US$ 2 bilhões com um sindicato de 18 bancos, entre americanos, europeus e asiáticos, por cinco anos.

O executivo do Credit afirma que tem visto também operações de crédito bilateral com garantias dadas por agências de crédito à exportação de outros países, ou mesmo empréstimos diretos com fundos soberanos.
O Credit Suisse está trabalhando em uma linha externa de crédito de US$ 2 bilhões para o setor de energia pelo prazo de 16 anos. “O custo é mais caro do que as empresas tinham com o BNDES, mas o acesso a esse crédito está mais restrito”, diz Lago.

Ele também nota o interesse maior de investidores asiáticos, que podem entrar tanto no capital quanto em dívida. “Eles entravam mais em ações do que em renda fixa. Mas com a escassez de crédito essas emissões passaram a ficar interessante para eles, ao oferecer taxas mais atrativas.”

A grande preocupação dos investidores estrangeiros, diz Lago, é com o risco de novos rebaixamentos do Brasil, uma vez que isso exige mais capital por parte dos bancos e encarece as operações. A Fitch Ratings e a Moody’s mantém a nota do Brasil em perspectiva negativa e recentemente a Standard & Poor’s colocou a nota de crédito do Brasil em observação negativa.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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