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18/09/2017

ÍNDICES FINANCEIROS POSITIVOS ANTECIPAM REAÇÃO ECONÔMICA

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Por Arícia Martins | De São Paulo

Uma espécie de círculo virtuoso começa a se desenhar no mercado financeiro, apesar da crise política que ganhou novos contornos a partir da delação dos irmãos Batista, em meados de maio. O comportamento positivo de indicadores como a bolsa, que renovou na última semana o recorde histórico depois de nove anos, e o próprio risco-país, que voltou aos níveis anteriores à perda do grau de investimento, é sustentado por sinais de retomada da atividade. Mais que isso, reforça a percepção dos agentes de mercado de que a economia vai ganhar velocidade.

Calculado pelo Bradesco, o Índice de Condições Financeiras (ICF) evoluiu de -1,22 em agosto para -1,51 na prévia de setembro. Segundo a metodologia do banco, em terreno negativo, ele sugere que as condições financeiras estão em campo expansionista.

O ICF é composto de cinco subíndices: custo de oportunidade (que inclui risco-país, taxa Selic, entre outros), crédito bancário, agregados monetários, mercado de capitais e setor externo. E foi elaborado com base em um indicador de mesmo nome apresentado pelo Banco Central em maio de 2016, mas que não tem atualização frequente, conta Igor Velecico, do Bradesco. A utilidade do indicador é maior em casos como o dos EUA, para medir se as condições financeiras estão apertadas ou expansionistas, quando o juro básico atinge zero, diz Velecico.

Este não é o caso do Brasil, destaca ele, mas o ICF pode ser usado para avaliar se as condições financeiras vão contra ou a favor da atividade. Segundo Velecico, hoje, elas estão contribuindo com a retomada desde maio, e reforçam o cenário de que a economia ganha velocidade desde o segundo semestre. No cenário do banco, o PIB terá expansão de 0,7% em 2017 e de 2,5% em 2018.

O UBS também calcula seu índice de condições financeiras, que subiu 0,54% no trimestre encerrado em junho, em relação a igual período do ano anterior. Na mesma ordem, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,2%. A melhora do indicador antecipa uma retomada mais forte da economia no segundo semestre, segundo Fabio Ramos, economista do banco suíço.

O ICF do UBS é uma medida que agrega o desempenho de nove índices: bolsa em termos reais, câmbio real, índice de volatilidade (VIX), juros longos e curtos (de cinco anos e um ano), expectativas de inflação, agregados monetários, empréstimos do sistema financeiro e investimentos diretos no país (IDP). Segundo Ramos, os índices financeiros refletem o sentimento do mercado e costumam antecipar movimentos da economia em cerca de dois a quatro meses.

“Estava tudo indo bem no segundo trimestre até eventos externos à economia contaminarem esses índices, mas isso se reverteu”, afirma o economista do UBS, para quem a melhora dos índices financeiros vai se refletir na economia real por meio de decisões de consumo e de investimento. “O câmbio barato incentiva as pessoas a consumir mais, assim como o empresariado a importar mais máquinas”, diz.

Ramos pondera que descolamentos entre o ICF e o desempenho da atividade econômica são comuns, e a tendência é que os índices financeiros continuem com um comportamento mais robusto do que os de atividade nos próximos meses. “As condições financeiras e o crescimento real só devem se encontrar para valer em 2018″, afirma, assumindo o cenário mais otimista da perspectiva binária do banco para o próximo ano, no qual o crescimento seria de 3,1%.

Medido pelo Itaú Unibanco, o Índice de Ambiente de Mercado (IAM-IU) referente ao Brasil subiu de 0,37 para 0,42 entre o fim de julho e o de agosto. Isso significa, segundo Artur Manoel Passos, economista do Itaú, que as condições financeiras estão em terreno expansionista e devem ajudar na retomada da atividade, que seguirá em ritmo modesto.

O IAM, explica Passos, é um indicador antecedente do crescimento, formado por dois subcomponentes: o de variáveis financeiras brasileiras (taxa de juro, câmbio, medidas de risco-país e bolsa) e o internacional, formado por cotações de commodities. Acima de zero, ele significa condições expansionistas de mercado e, abaixo, contracionistas. “Já começam a aparecer sinais de recuperação gradual”, afirma ele.

Segundo Passos, a bolsa tende a antecipar movimentos da economia real porque os preços das ações estão associados a perspectivas de lucro das empresas de capital aberto. Ao mesmo tempo, a queda do risco-país aponta para condições monetárias mais frouxas, e o juro menor indica reação da atividade mais à frente.

Os índices financeiros podem configurar um falso positivo, observa o economista, porque podem antecipar uma melhora condicionada a fatores que acabam não se concretizando, mas, desta vez, esse não é o caso. “Há uma melhora de fato nos balanços das empresas, os juros estão em nível expansionista e as expectativas de inflação, ancoradas. Além disso, os indicadores reais de atividade já mostraram uma recuperação mais disseminada no segundo trimestre.”

Cristiano Oliveira, economista-chefe do banco Fibra, também argumenta que, desta vez, a melhora dos indicadores financeiros está baseada em condições macroeconômicas mais sólidas, uma vez que o mercado de trabalho já está dando sinais de recuperação. O emprego é sempre o último elo da cadeia a responder à reação da atividade, diz Oliveira, e o saldo de contratações no mercado formal já é positivo há quatro meses.

“Se o último setor de um determinado ciclo já está melhorando, não é mais um falso positivo”, diz o economista. Para ele, o bom desempenho dos indicadores financeiros reforça o cenário mais positivo para o PIB. Em suas estimativas, a economia vai crescer 0,7% neste ano e 3,7% no próximo.

Menos otimista, Livio Ribeiro, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), acredita que o comportamento positivo de indicadores como risco-país e câmbio se deve mais a fatores externos do que domésticos. “O mundo está nos ajudando”, diz Ribeiro, referindo-se à boa situação das contas externas, à ampla liquidez internacional e aos sinais de crescimento global. “O copo meio vazio”, segundo Ribeiro, é que o país não está aproveitando a janela de oportunidade da economia global para dar andamento à agenda de reformas. Por isso, diz, a melhora dos indicadores financeiros não significa necessariamente que a economia como um todo vai melhorar.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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