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10/05/2017

Grandes locadoras tiram mercado de redes menores

Por João José Oliveira | De São Paulo

As quatro maiores locadoras de veículos do país – Localiza, Movida, Unidas e Locamerica – não podem reclamar do primeiro trimestre deste ano. Lucraram 22% mais do que em igual período de 2016 e a receita cresceu quase 32%. Os investimentos, para ampliar frota e abrir lojas, quase dobraram, para R$ 1,4 bilhão.

As lojas inauguradas no primeiro trimestre somaram 99, elevando a 1,1 mil os pontos de locação e venda de seminovos. A expansão do número de lojas ajudou a manter as vendas crescendo, tirando clientes de pequenas e médias locadoras. Segundo a Associação Brasileira das Locadoras de Veículos (Abla), as maiores companhias do setor fecharam 2016 com 67% do mercado brasileiro, ante 40% três anos antes.

Juntas, as quatro empresas lucraram R$ 158,3 milhões no primeiro trimestre deste ano para uma receita de R$ 2,6 bilhões. As vendas subiram a um ritmo maior que o do lucro, por isso, a margem líquida caiu. Essa margem menor é explicada pelos esforços do crescimento. As quatro locadoras investiram R$ 1,4 bilhão de janeiro a março deste ano, ou 93% mais que um ano antes.

Localiza, Movida, Unidas e Locamerica recorreram a captações de recursos e aquisições para expandir frota e rede. Juntas, elevaram a quantidade de carros em 55,5 mil unidades, para 298,3 mil veículos.

“Concluímos nosso processo de expansão. Agora, com um novo patamar de vendas, a empresa vai conseguir um novo patamar de margens”, diz Renato Franklin, presidente da Movida, a segunda maior locadora do país. A empresa ampliou a frota em 10,7 mil carros, para 64,1 mil unidades, e a rede de atendimento, de 197 para 242 lojas. Para isso, a companhia captou R$ 645 milhões com oferta pública inicial de ações na bolsa em março e investiu R$ 435,6 milhões em frota e lojas, entre janeiro e março.

A Movida lucrou R$ 21 milhões no primeiro trimestre deste ano, 46% mais ante igual período de 2016, graças aos seminovos, cujas vendas subiram mais de 70%. O negócio de locação mostrou ritmo de aumento menor, em torno de 27%. A receita líquida, de R$ 615 milhões, deu um salto de quase 52%.

Para o presidente e controlador da Locamerica, Luis Fernando Porto, o ambiente de negócios já apresenta sinais de reação neste semestre, o que deve favorecer a melhora das margens operacionais. “Diferentemente do ano passado, quando a gente mal via cotações, agora percebemos cotações e contratos sendo fechados. Os clientes corporativos estão desengavetando projetos”, disse ele.

A Locamerica, que atua apenas na gestão de frotas e venda de seminovos, teve crescimento de lucro líquido de R$ 12,4 milhões de janeiro a março deste ano, ou 126,1% mais que em 2016. Na mesma base de comparação, a receita subiu 18,6%, a R$ 204,9 milhões.

A frota da companhia saltou de 29 mil veículos, em março de 2016, para quase 45 mil, depois que a empresa anunciou a aquisição da Ricci Veículos, que tinha uma frota de 14 mil unidades e incorporou contratos de outras duas concorrentes menores, a Panda Itu e a Meridional.

Porto afirmou que o crescimento do lucro líquido a um ritmo superior ao da receita só foi possível graças à captura de melhores margens operacionais com medidas, como por exemplo, o aumento da parcela de carros seminovos vendidos na rede própria de varejo. “Continuamos monitorando um elevado volume de oportunidades no mercado. No fim de março, identificamos 22,2 mil carros em disputa”, disse Porto, referindo-se a concorrências que a companhia está disputando e que podem ampliar a frota sob gestão.

Na Localiza, a número um do setor, a expansão da rede de lojas também alimentou as vendas. O lucro atingiu R$ 120,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, ou 16,7% mais que em igual período de 2016. A receita subiu mais, em 28%, a R$ 1,3 bilhão. Para o presidente da companhia, Eugênio Mattar, o mercado brasileiro ainda comporta mais consolidação e ganhos de “market share” por parte das líderes em detrimento das companhias menores e regionais.

A Localiza fechou o trimestre com 579 lojas e 137,6 mil carros – ante 561 pontos de venda e 115,2 mil veículos um ano antes. A empresa ampliou canais de venda após comprar em dezembro do ano passado a operação brasileira da americana Hertz, por R$ 337 milhões.

Também para o presidente da Unidas, Carlos Sarquis, o processo de consolidação orgânica continuará no setor de locadoras no país, mas agora com mais foco em rentabilidade que em “market share”. A terceira maior do setor teve lucro líquido de R$ 6,8 milhões no primeiro trimestre de 2017, queda de 19% ante um ano antes. A receita líquida subiu 24,4%, para R$ 369,5 milhões, graças a incrementos da frota – que subiu de 44,5 mil para 53,6 mil carros -, e da rede, que passou de 247 lojas para 272.

As despesas operacionais e financeiras da Unidas aumentaram 32,7% e 27,8%, respectivamente, no primeiro trimestre de 2017 ante um ano antes. Isso ocorreu como parte do esforço de expansão, que demandou investimentos 46,6% maiores no período.

A Unidas chegou a abortar uma venda de ações na bolsa, em março, quando pretendia captar cerca de R$ 700 milhões. Levantou, um mês depois, em abril, R$ 300 milhões, com uma emissão de debêntures. “A tendência de consolidação deve persistir”, disse Sarquis, que trabalha com um cenário em 2017 de menores adversidades macroeconômicas, com redução dos juros e da inflação e retomada gradual da atividade econômica.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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