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02/05/2017

GPA vai fazer ajustes no Pão de Açúcar

Por Adriana Mattos | De São Paulo

Ronaldo Iabrudi, do GPA: “Priorizamos o hipermercado nos últimos tempos”
Depois de reformular os hipermercados, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) vai fazer mudanças nas redes de supermercados Pão de Açúcar e Extra neste ano, que precisam recuperar ritmo de crescimento.

Nas próximas semanas, o GPA deve aprovar um investimento para reformar as lojas dos supermercados Pão de Açúcar (são 185 hoje), considerado o negócio com a maior rentabilidade do grupo.

“Nós priorizamos o hipermercado [Extra] nos últimos tempos. No plano aprovado para este ano fizemos um diagnóstico de Extra [supermercado] e Pão de Açúcar com medidas que devem ser tomadas nessas redes”, disse o presidente do GPA, Ronaldo Iabrudi, ao Valor.

Enquanto os hipermercados Extra recuperaram vendas pelo critério “mesmas lojas” (que compara o desempenho de pontos em operação há mais de 12 meses) e participação de mercado neste ano, a empresa verificou que o Pão de Açúcar apresentou um desempenho “significativamente afetado pela desaceleração da inflação no período”.

Relatório do Morgan Stanley ressaltou o aumento de 2% nas vendas “mesmas lojas” de janeiro a março das redes Extra e Pão de Açúcar, além de postos de combustível, drogarias e galerias. Segundo o banco, os supermercados Extra apuraram alta de 1% em vendas. O analista estima que o índice tenha sido negativo no Pão de Açúcar e nos minimercados – a corretora Brasil Plural também estima queda.

Parte das ações do grupo agora será focada em melhora de nível de serviço dos supermercados. No Pão de Açúcar, por exemplo, a formação de filas é vista como ponto fraco. Por isso, funcionários de outros setores estão sendo treinados para fazer o atendimento em caixa quando necessário. Hoje 28% do pessoal nas lojas da rede está apto para essa atividade e a ideia é elevar esse percentual para 60%.

Nos supermercados Extra, após ouvir a opinião de clientes, o grupo decidiu reinstalar as áreas de peixaria, que tinham sido retiradas por não apresentar rentabilidade. A empresa ainda deve gastar R$ 1 milhão para comprar novos carrinhos de compra, semelhantes aos que existem na lojas do grupo controlador, Casino, na Europa.

Na sexta-feira, houve teleconferência com analistas sobre os números do primeiro trimestre, e relatórios de bancos publicados ressaltaram melhora em margens e no lucro líquido da companhia (braço alimentar) acima do previsto pelo mercado. A empresa ampliou margem comercial sem perder venda. O lucro líquido atingiu R$ 81 milhões de janeiro a março versus perda de R$ 2 milhões em 2016. A margem bruta de Extra e Pão de Açúcar passou de 26,1% para 27,3% e a margem Ebitda, de 4% para 5,6%. As ações do GPA subiram 9,46% na sexta-feira.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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