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22/08/2017

Gestor on-line terá de quebrar cultura de atendimento pessoal

Por Adriana Cotias | De São Paulo

Glitz, da Warren: público da caderneta para criar base da pirâmide

O avanço dos robôs de investimentos no Brasil encontra uma barreira no apego do aplicador a ter alguém de verdade que o guie pelos meandros das aplicações financeiras. É o que dá para inferir de uma recente pesquisa feita pela gestora americana Legg Mason, que no Brasil ouviu 900 pessoas.

Embora no geral o brasileiro tenha maior propensão para acessar sites financeiros para se planejar ou fazer transações via celular do que a média global, 78% deles preferem ter alguém real por trás das máquinas para orientá-los na hora de investir, ante 67% globalmente.

“Os investidores usam a ferramenta, mas ainda querem uma pessoa falando. Isso talvez venha do lado latino, que gosta de conversar, e tem uma coisa do brasileiro que precisa falar, confiar na pessoa, ver se ela existe”, diz Roberto Tepermeman, executivo-chefe de vendas e desenvolvimento de negócios da Legg Mason no Brasil. O executivo acredita que um passado de golpes e pirâmides deixou o aplicador local mais desconfiado, caso do Avestruz Master, Boi Gordo e Telex Free, lista.

Na Vérios, o robô Ueslei está mais ligado ao operacional, mas na interação com investidores, via chat ou e-mail, ele fala com o cliente como se fosse alguém da família, diz o executivo-chefe da gestora, Felipe Sotto-Maior. “O fato de ser on-line não tira a relação de confiança perceptível. Em uma mensagem de texto, se ele der abertura, pode até fazer uma brincadeira e conversar na mesma linguagem.”

A base traz investidores na faixa dos 30 a 45 anos, a maioria homens. É um público formado por profissionais autônomos, empreendedores, advogados, “sem tempo para aprender a cuidar do próprio dinheiro”, descreve Sotto-Maior. O maior investidor tem R$ 1,6 milhão, mas já há um bebê de três meses, após a Vérios fazer uma promoção para aplicações a partir de R$ 2 mil, dos R$ 12 mil que aceita normalmente.

Luciano Tavares, da Magnetis, diz que o robô tem sido procurado por jovens entre 28 e 38 anos, que usam o meio digital de maneira intensiva. São profissionais em ascensão de carreira, como engenheiros, médicos e advogados, que começam testando o robô com R$ 10 mil, mas já há casos com até R$ 1 milhão.

Na Warren, o alvo inicial é o público da nova economia, formadores de opinião que entendem de tecnologia, mas não necessariamente do mercado financeiro, afirma Eduardo Glitz, um dos sócios. “Queremos popularizar o serviço, atrair aquele público que está na poupança. Estamos criando a base da pirâmide para depois trazer o cliente com mais dinheiro”, diz. O tíquete médio até aqui é pouco abaixo de R$ 10 mil.

Outro robô previsto para chegar no Brasil no ano que vem recebeu o nome de Olivia, projeto liderado por Lucas Moraes, um dos herdeiros da família Ermírio de Moraes, dona do grupo Votorantim. O aplicativo já roda nos Estados Unidos, e tem o objetivo de organizar a vida financeira das pessoas, para no futuro dar um passo rumo a investimentos. “Nosso foco é ajudar as pessoas a esticar o contracheque, a melhorar seu comportamento financeiro”, diz Moraes. “O robô aprende sobre onde você compra, quantas vezes viaja, onde mora.”

Conforme exemplifica, isso quer dizer que se o consumidor vai quatro vezes por semana à Starbucks, o robô tenta achar um café perto da casa dele ou do trabalho mais barato. O mesmo pode ocorrer com postos de gasolina ou uma busca por financiamento. A remuneração do serviço virá pelo rebate de parceiros que o consumidor eventualmente escolher.

Há dois meses na loja da Apple, Olivia teve 30 mil downloads e 84% dos consumidores conectaram sua conta-corrente ao aplicativo. A ideia é em algum momento oferecer o acesso a aplicações. Um modelo que o empreendedor diz acreditar é o da Robinhood, uma corretora que cresceu fazendo só trading digital com ações e ETF.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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