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07/07/2017

Fundos têm captação recorde no 1º semestre

Por Adriana Cotias | De São Paulo

O setor de fundos de investimentos atraiu R$ 113,6 bilhões no primeiro semestre, a maior captação líquida para o período desde 2002, início da série histórica compilada pela Anbima, entidade que representa o mercado de capitais e de investimentos. Na comparação com janeiro a junho do ano passado, houve um incremento de 156%. O segmento chegou ao fim do semestre com um patrimônio de R$ 3,8 trilhões, e a seguir esse ritmo pode encerrar 2017 perto da marca dos R$ 4 trilhões.

A captação foi liderada pelos fundos de renda fixa, com ingressos de R$ 57,5 bilhões, ou 128% acima do valor computado no primeiro semestre do ano passado. Em meio ao ciclo de queda dos juros, os multimercados também ganharam tração, com R$ 39,0 bilhões líquidos, ante R$ 4,7 bilhões levantados entre janeiro e junho de 2016.

A mudança nas regras das operações compromissadas com lastro em debêntures de leasing ajudou a incrementar a captação dos fundos de renda fixa entre janeiro e junho, segundo o vice-presidente da Anbima, Carlos Ambrósio.
“Houve um ciclo longo dos aplicadores investindo em alternativas fora dos fundos, e no caso das compromissadas houve esforço da Anbima e da indústria como um todo para deixar as regras mais claras do ponto de vista de lastros passíveis de captação. Isso influenciou nesse fluxo maior”, disse em teleconferência para comentar os resultados.

A resolução nº 4.527 do Banco Central (BC) estabeleceu, em setembro, que a partir de 1º de maio os bancos só fizessem novas operações de renda fixa com suas coligadas de arrendamento mercantil se tivessem seus estoques reduzidos a 50% do que possuíam em agosto de 2016, e com o prazo limitado a um ano. Na virada de 2017 para 2018, as instituições já não poderão mais usar as compromissadas com debêntures e esse instrumento tende a desaparecer gradualmente. Foi essa medida que também inflou a captação de Certificados de Depósitos Bancários (CDB), modalidade que neste ano atraiu expressivos R$ 87,6 bilhões.

A menor emissão de títulos isentos, especialmente as Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA), também contribuiu para a alocação mais forte rumo aos fundos de renda fixa, acrescentou Ambrósio. “Teve um primeiro movimento de [emissão de] isentos e agora vemos, no máximo, renovações, o estoque em si não está crescendo ou é levemente declinante. Isso gera uma situação de taxas coerentes de mercado.”
Só neste ano, o estoque de LCI encolheu em R$ 2,7 bilhões, e o de LCA em R$ 4,0 bilhões, segundo levantamento do Valor Data, na base de dados da Cetip.

Os fundos de previdência, por sua vez, após o recorde observado no primeiro trimestre perderam um pouco do ímpeto, atraindo R$ 18,2 bilhões, um recuo de 7,1% na comparação com o mesmo intervalo de 2016.
Ambrósio disse ser difícil mensurar qual o racional por trás dessa desaceleração, mas imagina que possa ter relação com a crise política, com o investidor repensando estratégias de alocação de longo prazo. Tal avaliação, cita, também vale para a perda de ritmo dos multimercados e ações após a delação do grupo JBS, que colocou em xeque a continuidade do presidente Michel Temer no poder. “A tendência de migração para multimercados e ações não chegou a se inverter a ponto de apresentar resgates”, comentou.

Para o executivo, que comanda a gestora Claritas, a perspectiva de queda de juro prossegue estimulando a diversificação, só que agora num ambiente mais volátil. Ele viu no evento envolvendo a JBS e o presidente Temer como bom teste para os portfólios mistos. “O investidor está entendendo melhor o risco, o saldo é positivo. Houve um evento importante recente com repercussões significativas nos mercados e mesmo assim a maioria dos gestores estão entregando retornos acima das taxas de juros.”

Os fundos de ações apresentaram resgate líquido de R$ 3,3 bilhões entre janeiro e junho, mas a estatística foi afetada pela amortização de R$ 3,7 bilhões em portfólios exclusivos da BB DTVM.

Até aqui foram os investidores pessoas físicas que puxaram o desempenho do setor como um todo. Entre janeiro e maio, as famílias – incluindo private banking e varejo – tinham aplicado R$ 77,1 bilhões em fundos dos mais diversos tipos, cifra que se limitou a R$ 11,7 bilhões no mesmo intervalo de 2016. Já o segmento corporate sacou R$ 36,2 bilhões nos primeiros cinco meses de 2017. Ambrósio não soube qualificar a razão desse movimento, limitando-se a dizer que foi concentrado em alguns fundos específicos.

Em termos de rentabilidade, foram os fundos de ações com foco em pequenas e médias empresas que lideraram os ganhos no semestre, com 15,8%, seguidos pelo tipo valor/crescimento, com 7,8%. Na categoria multimercados, os portfólios macro tiveram retorno de 5,8%. Empataram com o ganho médio do tipo Renda Fixa Duração Média Grau de Investimento.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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