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14/06/2017

Fabricante de caminhão já não acredita em retomada

Por Marli Olmos | De São Paulo

“Se repetirmos o volume do ano passado vai ser ótimo”, diz o presidente da Mercedes, Philipp Schiemer, que no início do ano acreditava em crescimento de 10%

O agravamento da crise política encheu de incertezas muitos dos frotistas que começavam a pensar em comprar caminhões novos. As vendas se estagnaram e os fabricantes já desistiram das previsões feitas no início do ano, que indicavam um começo de recuperação em 2017. A Mercedes-Benz, a maior montadora, começou o ano com expectativa de o mercado interno crescer 10% em 2017. “Se repetirmos o volume do ano passado vai ser ótimo”, diz o presidente da Mercedes, Philipp Schiemer.

“Estamos mais céticos”, afirma o executivo. Segundo ele, os resultados de vendas do acumulado do ano e comportamento do consumidor nos últimos dias indicam a impossibilidade de que uma reação no segundo semestre, por melhor que seja, seja suficiente para o setor alcançar uma recuperação ainda este ano.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) também já prevê uma estagnação. Segundo a entidade, o mercado de caminhões no Brasil este ano vai ficar em torno de 52 mil unidades, quase estável em relação ao volume de 2016, quando foram vendidos 51 mil veículos. Em 2016 a indústria automobilística registrou o pior resultado dos últimos anos, com uma queda de 70% na comparação com 2011, quando foram vendidos 173 mil caminhões no mercado interno.

“As vendas de caminhões dependem de uma retomada da atividade que, por sua vez, depende do aumento de confiança, que depende da aprovação das reformas e da estabilidade do ambiente político”, afirma o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

“A crise política acabou sendo usada para enfraquecer as reformas e esse é o maior risco”, destaca Schiemer. Para o executivo, “alguma reforma vai acontecer, mas não tão forte como era esperado”. Apesar disso, ele acha que ainda assim, a mudança da gestão econômica, no governo Temer, traz “um alívio” em relação “ao desastre da antiga matriz econômica”.

Os fabricantes do setor estimam que vai demorar de dois a quatro anos para o setor se recuperar e dizem que precisam contar com um mercado de pelo menos 100 mil unidades anuais para poder conseguir perseguir a competitividade. Se operassem a plena carga, as fábricas de caminhões instaladas no Brasil hoje seriam capazes de atingir uma produção de 422 mil veículos, incluindo ônibus.

As exportações são um alento. O volume embarcado em 2016, de 21 mil unidades, tende a passar para 24 mil este ano. Mas, para os fabricantes, essa quantidade ainda é insuficiente e não ajuda na competição global.
“Hoje nossa fábrica no Brasil perde mercados próximos para nossa matriz, na Suécia, que vende diretamente para a Colômbia, por exemplo”, diz Fabiano Todeschini, diretor da Volvo. Para Marco Borba, vice-presidente da Iveco, a alta carga tributária dificulta a busca de competitividade para exportar.

“No passado nos concentramos muito no mercado interno, fechamos a indústria, e agora sofremos as consequências”, diz Schiemer.

Representantes da indústria estiveram reunidos ontem, em São Paulo, em um seminário que discutiu formas para tentar reerguer a indústria de caminhões. A maior parte das propostas inclui um programa de renovação da frota. O evento começou a ser organizado há um mês e meio, mas os “sustos políticos”, como disse Megale, atrapalharam. “Cada notícia que chega de Brasília mexe com o empresário”, diz. A ideia do encontro foi retomada esta semana. Para os dirigentes, não há o que esperar para promover discussões, já que os problemas que o setor enfrenta não mudaram.

Para Ricardo Alouche, vice-presidente da MAN, apesar da situação política conturbada, o Brasil tem potencial para voltar a vender caminhões como fazia há seis anos. Alouche prevê até gargalos na indústria de fornecimento quando houver retomada. Segundo ele, a MAN já sente falta de algumas peças.

Já para João Pimentel, diretor da Ford Caminhões, o setor deverá continuar a amargar um cenário volátil por mais algum tempo. “Parte dos clientes vai continuar a adiar as compras.”

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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