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05/09/2017

Credit Suisse capta fundo de R$ 1 bi com Delta Energia

Por Adriana Cotias | De São Paulo

Fonseca, da CSHG, e Lisboa, da Delta: expectativa de retorno de 20% a 25% ao ano

A Credit Suisse Hedging-Griffo concluiu, em parceria com a Delta Energia, a captação de um fundo multimercado de R$ 1 bilhão. Os recursos vão ser usados para que uma nova comercializadora debaixo da Delta, a Beta Energia, possa aproveitar oportunidades nas transações de compra e venda no mercado livre ou fazer pré-pagamento de contratos. O dinheiro foi levantando com investidores do private banking do grupo suíço e famílias do círculo de relacionamento da empresa. Fechado para aportes ou resgates por um intervalo de cinco anos, a expectativa de retorno para o investidor é de 20% a 25% ao ano.

Embora de maneira distinta, o movimento marca a presença de mais um participante do setor financeiro no segmento de energia. Um dos lances mais recentes foi o do grupo Brasil Plural que em meados de agosto fechou a compra da comercializadora Celer, do Rio. Em 2010, o BTG Pactual já havia feito a sua estreia no segmento ao adquirir a Coomex, e em 2015 foi a vez da XP Investimentos lançar contratos financeiros de energia elétrica, registrados na Cetip.

A captação do CSHG Delta Energia FIM Crédito Privado Longo Prazo, feita em 42 dias, coincide com um momento em que o novo modelo do setor elétrico do Ministério de Minas e Energia, em fase de consulta pública, prevê a ampliação gradual do mercado livre até 2028, quando todos os consumidores com demanda superior a 75 kW teriam liberdade para comprar de comercializadores ou distribuidoras sua energia. Atualmente, só os grandes consumidores, com demanda mínima de 500 kW, é que têm essa porta de negociação aberta.

Após ter reunido os recursos dos investidores, na estrutura desenhada pela parceria Delta-CSHG para transformar a energia do mercado físico num ativo financeiro, a gestão passa agora a canalizar o dinheiro para um fundo de participações (FIP) que acomoda a Beta Energia – que é o veículo que pode, de fato, fazer as transações na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) – e também para um fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC) que centraliza os contratos de recebíveis.

“O fundo vai, ativamente, buscar contratos e negociá-los; estará tomando posição em energia”, resume Diego Fonseca, diretor de operações do private banking da CSHG.

Com o dinheiro levantado a trading dispõe, imediatamente, de um volume relevante de recursos para aproveitar oportunidades no mercado livre. “O fundo passa a ter um capital para poder antecipar pagamentos de energia, já que tem uma série de geradoras com vários compromissos financeiros para construção de usinas, pagamentos de outros empréstimos ou empresas envolvidas na construção de linhas de transmissão”, cita Ricardo Lisboa, sócio da Delta Energia.

Grosso modo, a gestão vai tentar identificar bons momentos para comprar energia barata e ganhar com o spread numa venda futura. No pré-pagamento, negocia energia de um a três anos, faz a compra à vista em vez de pagar mensalmente como é o padrão do setor, e pode carregar o contrato até o vencimento.

A captação ocorreu sob as regras da instrução nº 476 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para um grupo restrito de até 50 aplicadores. Os executivos da CSHG e da Delta não abriram quantos cotistas, de fato, aderiram ao fundo, que contou com um aporte da própria trading.

As primeiras conversas entre o banco suíço e a Delta começaram há cerca de quatro anos, mas foi no último ano e meio que a ideia amadureceu. Com o ciclo de queda de juros, os investidores também passaram a buscar classes alternativas para o seu capital, aponta Fonseca. A Selic estava em 14,25% ao ano em outubro e agora o mercado já cogita uma taxa de 7% ao ano em dezembro, conforme as projeções do boletim Focus, do Banco Central (BC).

Para obter um retorno potencial da ordem de 20% a 25% ao ano, os investidores abriram mão de liquidez por um prazo relativamente longo e há riscos relativos às transações do mercado de energia, de entrega e recebimento, além dos setoriais. “Dentro do possível, procuramos identificar e mitigar os riscos e para isso contamos com uma experiência de mais de dez anos”, afirma Lisboa.

Durante um período de quatro anos, o fundo vai reinvestir o capital e será no quinto ano que passará a devolver o retorno para os cotistas, explica Fonseca. A taxa de administração será de 2% ao ano, com custo de performance de 20% sobre o CDI, cobrado apenas no resgate.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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