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11/05/2017

Coty volta a crescer em meio à união de marcas

Por Scheherazade Daneshkhu e Pan Kwan Yuk | Financial Times, de Londres e NY

O grupo americano de produtos de beleza Coty mostrou os primeiros sinais de uma recuperação dos resultados no trimestre encerrado em março.

Camillo Pane, CEO da companhia, reiterou, no entanto, que a empresa passa por um ano “de transição”, em que digere a aquisição, no valor de US$ 11,6 bilhões, de mais de 40 linhas de beleza da Procter & Gamble (P&G). A transferência das operações foi concluída em outubro e lhe deu acesso a marcas como a maquiagem Cover Girl, as fragrâncias Gucci e a tintura para cabelo Clairol.

O negócio levou a Coty à posição de terceiro maior grupo mundial de cosméticos, depois da L’Oréal e da Estée Lauder, a partir da sétima colocação que ocupava antes.

Pane disse que a integração das linhas da P&G está “fazendo bons avanços”, mas advertiu que o desempenho tornará a cair no próximo trimestre, o último do ano fiscal da Coty, que se encerra em junho. “O segmento de luxo vai melhorar na comparação com o primeiro semestre. Os produtos de uso profissional vão continuar a ter desempenho positivo, mas o de produtos de beleza ao consumidor vai levar algum tempo”, afirmou.

A receita do trimestre somou US$ 2 bilhões, uma alta de 5% sobre igual período de 2016. O avanço superou a média das previsões dos analistas de mercado, de US$ 1,94 bilhão, graças à demanda por perfumes mais caros, como Hugo Boss e Calvin Klein. As ações, que perderam um terço do valor em 12 meses, subiram quase 14%.

O grupo registrou prejuízo líquido de US$ 164,2 milhões, após contabilizar US$ 213,5 milhões em despesas referentes a reestruturação e aquisição no trimestre. Excluindo-se esses custos, o lucro líquido de US$ 110,3 milhões é mais de duas vezes o valor do mesmo intervalo do ano passado.

A Coty informou que realizará US$ 750 milhões em sinergias com a aquisição, ao custo não recorrente de US$ 1,2 bilhão ao longo de quatro anos.

“Algumas das marcas da P&G que herdamos não foram cultivadas; portanto, quando se está lidando com grandes marcas que exigirão reposicionamento e novos lançamentos, esse é um empreendimento significativo que vai levar algum tempo”, afirmou Pane.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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