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14/09/2017

CORTE DE TAXA DE ADMINISTRAÇÃO OPÕE CSHG A EX-EXECUTIVO

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Por Adriana Cotias | De São Paulo

Freitas, da Hedge: convocação de AGE para eleger comitê é medida “protelatória”

Uma discussão sobre a redução da taxa de administração do fundo imobiliário Brasil Shopping opõe a atual administradora da carteira, a Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), e um ex-executivo da casa, André Freitas, atualmente sócio da Hedge Investments.

Em nome dele próprio e de cotistas, representantes de 5% das cotas do fundo, Freitas pediu em agosto que a CSHG chamasse uma assembleia para repactuar a comissão mensalmente paga pelos investidores, de 1,5% ao ano para 0,6% ao ano, um corte de 60%. Em vez de convocar os investidores para apreciar esse tema, a CSHG propôs um encontro, marcado para 20 de outubro, para eleger três representantes de cotistas, para que eles possam participar das discussões sobre a redução da taxa.

Freitas deixou a CSHG no fim do ano passado depois de mais de uma década, levando consigo 11 profissionais e cerca de 20% dos ativos para a Hedge. Ao formular a carta em que defende a redução da taxa do Brasil Shopping, ele citou premissas como a Selic mais baixa, mudança no modelo de remuneração da própria CSHG ao longo do tempo e o uso de uma proporção considerável dos resultados gerados pelo fundo para pagar a comissão. No documento, ele comparou os custos cobrados pelos 30 fundos mais relevantes do índice Ifix, chegando a uma taxa média de 0,60%.

De seu lado, na carta anexa à convocação da AGE de outubro, a CSHG propõe agora um modelo de governança ainda não adotado em nenhum outro fundo da casa, tomando como base a instrução nº 472 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para eleger três representantes de cotistas. E também rebate as premissas expostas por Freitas no documento de agosto, qualificando-as como “falsas”.

A CSHG aponta que o requerimento foi formulado por executivo que atuou por mais de uma década como diretor da administradora, e por fundos geridos pela Hedge Investment, situação que configuraria conflito de interesse. “Como tem sido divulgado publicamente, a Hedge, por meio de fundos por ela geridos, concorre e pretende atuar nas mesmas atividades a que o fundo se dedica tanto na captação de recursos de investidores, quanto na aquisição de ativos, notadamente shopping centers”, escreve a CSHG.

Um dos “equívocos” descritos pela CSHG é que Freitas teria comparado a taxa de administração média dos 30 fundos mais relevantes do Ifix, considerando carteiras de natureza muito distinta à do Brasil Shopping, um fundo de gestão ativa e com vários imóveis para administrar ou negociar. Ao se considerar apenas portfólios com tal característica, a média seria de 1,23% ao ano, calcula a CSHG.

A administração também refuta a tese de que alterou seu modelo de remuneração ao ver citados os fundos CSHG Real Estate II e CSHG Logística, lançados com taxas menores, pelo fato de investirem em lajes corporativas e operações logísticas, ativos muito diferentes daqueles no Brasil Shopping. Conforme cita, um caso mais diretamente comparável seria o do Vinci Shopping Centers FII, lançado com taxa de 1,35% sobre o valor de mercado.

A CSHG receberá indicação de candidatos a representantes de cotistas até 25 de setembro. E recorre à instrução nº 472 para lembrar que, conforme a norma, entre os membros não pode estar nenhum administrador, gestor ou consultor especializado de outros fundos de investimento imobiliário ou alguém que possa configurar qualquer tipo de conflito de interesse.

Para Freitas, a convocação de AGE para formar um comitê de investidores é uma medida protelatória da CSHG. “O cumprimento da 472 [instrução da CVM] prevê que qualquer cotista com 5% de cotas de um fundo pode chamar uma assembleia para qualquer matéria”, diz. “O encontro [de 20 de outubro] deveria discutir se baixa ou não a taxa, não fazer uma eleição de representantes de cotistas para auxiliar a estudar a matéria para repactuação numa nova assembleia e sem data marcada.”

Freitas rebate a argumentação de que ele, por ser ex-executivo da CSHG, estaria conflitado para liderar um pleito desses e diz que se há algum conflito é na própria CSHG que, mensalmente, recebe uma remuneração pela administração “altíssima” do fundo. Ele afirma que, pela sua própria experiência, haveria espaço para acomodar um corte de tal magnitude. “Eu sou gestor e maior cotista do fundo, não faria nada para prejudicar os investidores.”

Com a sua mudança para a Hedge foram transferidos dois fundos de fundos imobiliários, um fundo de participação com foco em produtos imobiliários e o fundo Atrium Shopping Santo André, portfólio em que a taxa de administração é de 0,5% ao ano sobre o valor de mercado. Freitas frisa que foram os cotistas que votaram pela mudança da gestão da CSHG para a nova gestora.

Conforme cita, o fundo Brasil Shopping, com quase 6 mil cotistas e valor de mercado de R$ 1,3 bilhão, paga perto de R$ 20 milhões em taxa de administração anualmente, enquanto o portfólio do Shopping Santo André, com R$ 200 milhões, esse custo é de menos de R$ 1 milhão.

Questionado se enquanto esteve à frente da divisão de fundos imobiliários da CSHG cogitou a redução da taxa de administração do Brasil Shopping, ele afirma que sim, mas diz não ter encontrado adeptos à proposta.

Freitas acrescenta que a estrutura de governança prevista na instrução nº 472 via comitê de cotistas não anula um debate direto sobre uma eventual repactuação de taxa de administração. E que apesar de liderar o movimento, os cotistas são soberanos para tomar qualquer decisão. O executivo acrescenta que qualquer investidor pode pleitear na CVM que se respeite a 472, no que diz respeito à convocação de assembleia por integrantes que tenham 5% de participação no fundo. Pessoalmente, porém, ele afirma que não decidiu se tomará alguma iniciativa.

Procurada, a CSHG respondeu em nota que “entende que a legítima discussão de uma eventual repactuação da taxa de administração do fundo Brasil Shopping deve ser amplamente discutida e pautada pelo melhor interesse do cotista no longo prazo, com um processo inclusivo, democrático e transparente, liderado por representantes de cotistas eleitos e isentos, respeitando os cerca de 6 mil investidores de nosso fundo”.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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