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24/04/2017

Controladores do Carrefour lucram 53% mais no país

Por Adriana Mattos | De São Paulo

É a primeira vez que o Carrefour Brasil, que planeja lançar ações em bolsa, divulga dados anuais comparáveis
O grupo Carrefour, que analisa uma abertura de capital no Brasil e cujo um dos sócios é o empresário Abilio Diniz, apurou um aumento de 38,4% no lucro líquido de 2016 no mercado brasileiro, somando R$ 1,36 bilhão, versus R$ 985,1 milhões no ano anterior. O ganho líquido atribuível aos acionistas controladores – a matriz francesa e Abilio – foi de R$ 1,17 bilhão, expansão de 53%.

A receita líquida da empresa no país subiu 14,3% no ano passado, para R$ 47,4 bilhões – as despesas operacionais aumentaram 11%. Os dados foram publicados no “Diário Oficial” na quinta-feira. É a primeira vez que o Carrefour (incluindo a operação da rede Atacadão) divulga dados anuais comparáveis ao mercado. Isso porque, em 2015, os números foram comparados com os de 2014, que não incluíam todos os negócios do grupo. Antes de 2014, a empresa publicava resultados parcialmente.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) subiu 15%, para R$ 3,2 bilhões, calculou a pedido do Valor Guilherme Assis, analista do banco Brasil Plural. A margem Ebitda, de 6,7% em 2015, teve leve alta, para 6,8% no ano passado.

O saldo de caixa do Carrefour no Brasil ao fim de dezembro de 2016 somava R$ 3,2 bilhões, 12,5% acima do ano anterior.

O valor dos empréstimos e financiamentos caiu pela metade, de R$ 1,27 bilhão em 2015 para R$ 679 milhões em 2016. Não há indicadores de alavancagem publicados. O resultado financeiro do grupo passou de R$ 2,28 bilhões para R$ 2,65 bilhões, uma alta de 16%.

Esses números se referem à holding Atacadão S.A., que inclui os negócios de hipermercados, supermercados e atacado. O relatório anual é publicado meses antes da abertura de capital da empresa no país, prevista para este semestre ou início da segunda metade do ano. O IPO, como já sabido pelo mercado, envolve todos os negócios do grupo no país.

O GIC, fundo soberano de Cingapura, é investidor no Carrefour. Ele é cotista do Fundo de Varejo O3, administrado pela O3 Gestão de Recursos, gestor de investimentos da Península, empresa de Abilio Diniz. Este fundo tem 100% das cotas do Península II Fundo de Investimento em Participações, que soma 12% do Carrefour Brasil. Como informado pelos sócios em 2015, essa taxa pode chegar a 16% até 2020. Coordenam o IPO os bancos BofA Merrill Lynch, Itaú, JPMorgan e Goldman Sachs.

Os resultados do Carrefour no mercado brasileiro são, em sua maioria, melhores do que os do braço alimentar do Grupo Pão de Açúcar (GPA), controlado pelo também francês Casino.
Enquanto no Carrefour (com 349 lojas) o lucro líquido sobe, a operação alimentar do GPA (com 904 pontos) fechou 2016 com perda de R$ 133 milhões. Esse valor corresponde às perdas dos acionistas controladores (inclusive o Casino) na área alimentar no ano.

O Ebitda do Carrefour subiu 15%, para R$ 3,2 bilhões. O rival teve queda de quase 30%, para R$ 1,6 bilhão (considerando o indicador ajustado, há recuo de 13%).

Mas no valor do lucro bruto, o GPA supera o concorrente. Seu ganho somou R$ 9,5 bilhões, uma elevação de 5%, versus R$ 9,2 bilhões do Carrefour, que registrou alta de 13,6% no ano passado.

A margem bruta do GPA caiu, mas ainda é maior que a do rival. No Carrefour, passou de 19% em 2015 para 18,8% em 2016. No GPA, a margem bruta foi de 24,4% para 23%. Isso pode refletir o aumento no peso da atacadista Assaí nos números do GPA.

O segmento de atacarejo têm crescido rapidamente, mas sua margem de lucro é menor que a de outros formatos, como hipermercados e lojas de vizinhança. O Assaí respondeu por 35% das vendas do GPA em 2016 (era 20% em 2013). O Atacadão teve participação de 65% no faturamento do Carrefour (ante 50% em 2011), segundo fonte.

Em 2017, os números mostram desaceleração na taxa de crescimento das empresas, em parte pela queda na inflação de alimentos. No caso do Carrefour, o desaquecimento é mais rápido e pode ter relação com a base de comparação elevada de 2015 e 2016.

As vendas do Carrefour cresceram 16% no terceiro trimestre do ano passado e 13% de outubro a dezembro. No primeiro trimestre de 2017, a alta foi de 10,5%.

No GPA (alimentar), há perda de velocidade menor, o que pode refletir a transformação acelerada de hipermercados Extra em lojas do Assaí. As vendas subiram 14% no terceiro trimestre de 2016; 12% nos três últimos meses do ano e 9,5% de janeiro a março de 2017.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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