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21/08/2017

Componentes importados da índia custam até 15% menos

Por Marli Olmos | De São Paulo

O presidente da ZF América do Sul, Wilson Bricio, tem carteira assinada há 35 anos e diz que durante esse tempo não se lembra de uma crise tão forte como a que ainda afeta o Brasil. “Foi uma situação que não se via perspectiva, as coisas se confundiam”, diz.

O executivo, que comanda a operação sul-americana da segundo maior fabricante de autopeças do mundo, torce para que, independentemente do que ocorrer na política, a conduta na economia seja mantida. E defende que o Estado seja obrigado a alcançar níveis de produtividade como os exigidos na indústria. Abaixo, principais trechos da entrevista sobre os aspectos da conjuntura do país:

Valor: O senhor acredita que a crise política ainda pode afetar a recuperação da atividade?

Wilson Bricio: Creio que a curto prazo haverá um descolamento da atividade econômica da crise política, desde que o Meirelles [ministro da Fazenda, Henrique Meirelles] esteja no governo e seja mantida a linha de hoje, com reformas e perspectiva de redução do tamanho do Estado, do corte no gasto público. Mas é preciso também pensar no longo prazo. Está chegando a hora de se governar o Brasil para o Brasil e não para um partido ou interesse pessoal. Senão, jamais teremos progresso.

Valor: – O senhor diz que hoje a ZF importa mais do que exporta. Por que isso acontece?

Bricio: Primeiro porque no passado tínhamos um câmbio relativamente forte e estável. Então, o risco cambial era pequeno. Mas a volatilidade voltou e precisamos nos proteger. Além disso, temos os custos, que, muitas vezes são menores em peças vindas do exterior.

Valor: O senhor tem algum exemplo para contar?

Bricio: No caso de peças forjadas eu compro atualmente da Índia e coloco no mercado brasileiro a preços 10% a 15% mais baixos, incluindo frete e imposto. Veja onde chegamos!

Valor: O que nos falta em termos de competitividade?

Bricio: Até hoje bateu-se muito na indústria quando o tema é produtividade. No caso da ZF, quando comparo com os colegas da China e outros países vejo que eles têm um décimo do pessoal que temos aqui para tratar de temas tributários. Eu gostaria de ter essa gente em desenvolvimento de produto. O Estado tem que ser enxuto se quisermos ser globalmente competitivos. Dentro dos nossos muros, como costumo dizer, temos alta produtividade. Nos processos de certos tipos de engrenagem nossa fábrica de Sorocaba consegue resultados melhores do que a Alemanha. Mas fora da empresa temos que lidar com alta carga tributária, com estrada esburacada…

Valor: O que o senhor achou das mudanças na área trabalhista?

Bricio: É um bom começo. Pelo menos essas mudanças voltam a dar às empresas uma possibilidade de negociar que quase não havia no passado. Quase toda a relação trabalhista foi dominada pelo Ministério Público do Trabalho e pelos sindicatos.

Valor: O senhor acredita que o país terá estabilidade suficiente para continuar a atrair investimento?

Bricio: O Brasil é atraente porque temos moeda de troca. Nossos recursos naturais precisam ser escoados e muita gente tem interesse neles. À medida que houver mais confiança e estabilidade jurídica, vamos ter mais investimentos. É diferente de 30 ou 40 anos atrás, quando o mundo oriental era fechado. No lado ocidental, a grande economia a ser explorada era o Brasil. Tínhamos nossas crises, aprontávamos, fazíamos um monte de planos errados. Mas o investidor lá fora sempre dizia: ‘uma hora o Brasil vai melhorar; é o país do futuro’. Isso mudou. Os investidores se voltam para mercados onde encontram estabilidade. Quando tivermos condições mínimas disso estaremos prontos para alavancar o crescimento. Temos papel importante na América Latina, que desponta cada vez mais como um continente integrado e que ainda não exploramos totalmente. É para lá que estão indo nossas exportações. Isso pode criar oportunidades logísticas fantásticas, de ligação com o Pacífico e novas rotas de comércio. Temos demanda, produção, cérebros e criatividade. Precisamos só organizar uma visão de país e onde queremos chegar, independentemente de governo.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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