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16/06/2017

Companhias com resultados sólidos estão no foco do investidor

Por Eric Platt | Financial Times

Com as cotações das ações americanas próximas a seus recordes, os investidores têm se entusiasmado por empresas inundadas de recursos. Os papéis de companhias com sólidas demonstrações de resultados superaram com folga o desempenho dos grupos endividados neste ano, de acordo com análise do Société Générale. E essa preferência abarca tanto os segmentos de companhias de primeira quanto de segunda linhas.

No FTSE US 500, um índice que reflete o referencial S&P 500, grupos com muito caixa e nível de endividamento sustentável superaram em desempenho seus pares de maior risco em 15 pontos percentuais neste ano.

Embora o “efeito Trump”, que animou setores como o bancário, tenha perdido força, a expansão dos lucros foi suficiente para prolongar a alta das ações americanas. No entanto, diante da expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) continue a elevar as taxas de juros – ao menos mais uma vez neste ano -, os gestores têm procurado empresas com estruturas de capital mais flexíveis.

Essa perspectiva defensiva do investidor foi impulsionada pelo crescimento morno registrado pelos EUA no início do ano, que poderá levar a novas pressões sobre empresas endividadas na medida em que os juros subirem mais. “Os dados da economia flutuaram um pouco neste ano e segue a perspectiva de nova elevação dos juros no horizonte”, diz David Lebovitz, estrategista do J.P. Morgan Asset Management.

Desde a crise financeira, grupos americanos tomaram trilhões de dólares em empréstimos, em muitos casos usando o dinheiro para pagar dividendos ou recomprar ações. A dívida corporativa pendente tinha subido para mais de US$ 8,5 trilhões nos EUA no fim de 2016, com alta de mais de 75% em dez anos, de acordo com a Associação da Indústria de Valores Mobiliários e de Mercados Financeiros (Sifma, na sigla em inglês).

O desempenho do S&P 500 tem superado o do índice Russell 2000 neste ano. E, no âmbito desse índice, que reúne empresas de segunda linha, companhias com resultados financeiros mais saudáveis também se saíram melhor do que seus pares mais alavancados. “É como se os investidores estivessem fugindo, assustados, para companhias com bom caixa”, diz Andrew Lapthorne, estrategista do Société Générale. “Esta não é uma aposta na política de governo de Trump; é um risco de demonstração de resultados.”

Em vez de a promessa de corte de impostos, redução da regulamentação bancária e incentivo do governo de Donald Trump representarem uma injeção de ânimo, foi a melhoria da expansão dos lucros que puxou as ações para novos recordes de alta. Grupos com estruturas de capital mais flexíveis se beneficiaram da guinada, em meio a uma série de indicadores econômicos medíocres nos EUA.

O dinheiro em poder de companhias americanas com classificação de crédito da S&P Global subiu 10% no ano passado, para US$ 1,9 trilhão. Mas mais de metade desse valor pertence a 1% das companhias. Os US$ 875 bilhões restantes estão nas mãos de grupos com mais de US$ 5,1 trilhões em dívidas, coletivamente.

O FMI manifestou preocupação com a escala das dívidas, principalmente no caso de o Fed – que subiu sua taxa referencial na quarta-feira, para uma faixa entre 1% a 1,25% anuais – promover novas elevações dos juros nos próximos dois anos, e de o Banco Central Europeu (BCE) apertar a política monetária após o prolongado período de estímulos.

“Se os juros continuarem a subir, isso poderá minar algumas dessas estruturas de capital”, diz Jack Ablin, diretor de investimentos da BMO Wealth. “Empresas menores não têm alcance global para se financiar na Europa e em outros lugares a que as grandes companhias recorrem, e estão assumindo dívidas mais onerosas.”

A análise do Société usa uma métrica que leva em conta a alavancagem e a volatilidade dos ativos da empresa. Companhias com áreas de atuação mais voláteis e dívidas mais elevadas foram classificadas comparativamente às do extremo oposto do espectro. A medida, que leva o nome do economista Robert Merton, ajuda a determinar a capacidade de uma empresa arcar com o peso do endividamento. As que operam em áreas de atuação mais voláteis poderão ter mais dificuldade em cumprir suas obrigações. Um valor de “Merton” mais baixo indica maior perigo de calote.

O apetite dos investidores por ações de empresas com sólidas demonstrações financeiras contrasta frontalmente com o mercado de bônus “junk” (de alto risco e alto rendimento) dos EUA. Embora os ingressos de recursos nessa categoria de ativos tenham sido desprezíveis – os fundos de bônus de alto rendimento em 2017 tiveram captação de apenas US$ 1 bilhão -, os investidores mostraram preferência pelas companhias com as classificações mais baixas. Os retornos sobre bônus com nota “CCC”, entre as faixas mais baixas dos títulos “junk”, ultrapassaram os dos bônus “BB” em mais de 200 pontos-base neste ano.

“Por que isso se reflete no mercado de ações e não nos mercados de crédito, [quando] ainda temos busca por rendimento e demanda por crédito?”, pergunta Lapthorne. “Se houver um choque adverso sustentado nos mercados de capitais – se a volatilidade das ações ficar maior que os baixos níveis em que está hoje -, poderemos ter a reação dos [bônus de alto rendimento]”, afirma.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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