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06/07/2017

Cobrança pelo uso da marca traz ruído a IPO do Carrefour

Por Carolina Mandl e Adriana Mattos | De São Paulo

Contrato de 2015 ainda não gerou desembolsos pelo Carrefour Brasil

O Carrefour Brasil pode passar a pagar pelo uso da marca à matriz francesa depois que abrir o capital na bolsa de valores. A informação, que consta do prospecto da oferta de ações da varejista, trouxe um certo desconforto aos investidores pela falta de detalhes de como se dará a cobrança, apurou o Valor.

O contrato de licenciamento da marca prevê que a subsidiária brasileira pague royalties trimestrais ao grupo Carrefour, se algumas metas financeiras forem atingidas pela empresa.

Depois que a subsidiária brasileira atingir determinado nível de margem de lucro antes de juros e impostos (Ebit, pela sigla em inglês), esse pagamento será de algo entre 0% e 0,125% das vendas líquidas menos uma parcela das despesas com publicidade.

Não há informações no prospecto, porém, sobre quais são esses patamares de Ebit e de gastos publicitários. É justamente isso o que vem causando ruído nas apresentações a investidores. Ontem, iniciou o período de reserva de ações da varejista, e o prazo se encerra no dia 17 de julho, véspera da data de definição do preço dos papéis na oferta.

Como a lucratividade do setor varejista é baixa em comparação a outros segmentos, os investidores buscam incluir em suas projeções os números da forma mais precisa possível. Para se ter uma ideia da relação entre receita líquida e lucro, a margem líquida do Carrefour (atribuível aos controladores) foi de 2,6% em 2016, e no primeiro trimestre atingiu 1,4%.

Os royalties não incidem sobre as vendas do Atacadão, portanto, recaem sobre uma base menor do faturamento, relativa a operação de varejo – que atingiu cerca de R$ 16 bilhões em 2016, de uma receita total de R$ 47,5 bilhões. No primeiro trimestre do ano, o Carrefour Brasil teve venda líquida de R$ 11,2 bilhões. Sem o Atacadão, esse número cai para R$ 4,02 bilhões. O lucro líquido (atribuído aos controladores) no país foi de R$ 161 milhões de janeiro a março.

Para um gestor de recursos que analisa o IPO, a falta de informações traz ruído à oferta de ações sem que os royalties representem um volume grande de recursos para o grupo Carrefour.

O acordo de pagamento pelo uso da marca foi fechado em fevereiro de 2015 e tem duração até dezembro de 2018. Até agora, informa a empresa no prospecto, a fórmula não levou o Carrefour Brasil a pagar pelo uso da marca. Segundo uma fonte próxima a empresa, os pagamentos de royalties no Carrefour até chegaram a ocorrer no passado, em determinados meses, mas de forma esporádica.

Como o vencimento do contrato se dará no ano que vem, e o grupo Carrefour se manterá como controlador da unidade brasileira, alguns investidores se questionam sobre quais bases uma renovação do contrato se daria.

A cobrança pelo uso da marca Carrefour não é uma exclusividade do Brasil. É uma prática adotada em 10 dos cerca de 30 países onde a varejista opera. O entendimento da matriz francesa é que a marca Carrefour é um ativo intangível e que, portanto, o grupo precisa ser remunerado por seu uso, segundo o Valor apurou.

No varejo, essa cobrança de royalties pelo uso da marca é comum e se dá em cima da receita ou do lucro líquido. Há redes estrangeiras no país que pagam taxas inferiores a 0,12%, mas sobre lucro.

Após a oferta de ações do Carrefour Brasil, o grupo francês ficará com um percentual entre 73,5% e 71,3% da subsidiária brasileira. Atualmente, o grupo detém 88% da varejista no Brasil. A Península, gestora de recursos da família Diniz, possui outros 12%.

A rede busca uma oferta inicial de ações que pode movimentar até R$ 7,5 bilhões (considerando lotes extras). Desse montante, aproximadamente R$ 2,7 bilhões vão pagar mútuos do Carrefour Brasil com a matriz e outros R$ 500 milhões serão para capital de giro.

Esta não é a primeira vez que a cobrança de royalties por empresas de capital aberto levanta questionamento. Em 2006, a família Gerdau tentou cobrar do grupo Gerdau pelo uso da marca, mas recuou depois da reação de investidores da empresa. Mark Mobius, da gestora Templeton, escreveu uma carta a Jorge Gerdau Johannpeter, então executivo-chefe do grupo. O investidor classificou o pagamento de royalties “um abuso” contra o direito dos minoritários. (Colaborou Adriana Cotias)

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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