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17/07/2017

Cecil dribla a crise no país e consegue elevar receita

Por Renato Rostás | De São Paulo

Carvalho, presidente: grande parte da estratégia, além de o ganho de produtividade ter ajudado, foi a maior participação na carteira de clientes relevantes

Em dissonância com a média das empresas do setor metalúrgico no país, a Cecil, fabricante de produtos de cobre e latão, conseguiu elevar suas vendas e sua rentabilidade no ano passado e quer repetir a façanha em 2017. A empresa consegue atravessar com força a crise econômica brasileira principalmente por conta de sua produtividade e de um arranjo setorial que a ajudou a fabricante a fechar grandes contratos com clientes importantes, revela o presidente da companhia, Miguel Carvalho, ao Valor.

No ano passado, a receita líquida da empresa alcançou R$ 330 milhões e para 2017 a expectativa é de crescimento acima de 20%, segundo o executivo. O lucro operacional, por sua vez, foi de R$ 20 milhões, e o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), de R$ 25 milhões – uma margem de 7,5%. Neste ano, Carvalho quer manter a margem próximo de 8%.

“No começo do ano passado, a situação da economia e da nossa empresa também era muito indeterminada. Isso nos deixou em um estado de atenção”, explica o executivo. “Tivemos de cortar alguns funcionários e fizemos um pente-fino na liquidez dos nossos clientes. No fim das contas, tivemos contratação líquida de trabalhadores e a inadimplência dos clientes continuou praticamente a mesma”, acrescenta. Atualmente, a Cecil emprega 480 funcionários.

Um dos motivos para conseguir atravessar a recessão sem maiores problemas é o investimento de R$ 25 milhões nos últimos três anos que a Cecil desembolsou para adquirir máquinas e equipamentos – especialmente da Itália -, que elevaram sua produtividade consideravelmente. Foi o ponto principal de diferenciação da empresa para o resto do setor, diz Carvalho. “Agora os frutos começam a aparecer.”

A Cecil tem um portfólio de produtos que também a ajuda a enfrentar momentos piores na demanda. A carteira é diversificada, com 30% a 35% das vendas destinadas à transformação para instalações elétricas – como fios -, mais cerca de 30% para construção civil – metais sanitários, por exemplo -, 15% ao setor automobilístico – vergalhões – e mais 5% para vestuário – peças para fabricação de botões e zíper. O restante se divide em 15 outros segmentos.
O executivo ainda lembra que a companhia atende aproximadamente 1.000 clientes no total, com giro de 500 ativos todo mês.

“Muito da nossa estratégia, além de o ganho de produtividade ter ajudado, foi o aumento da participação na carteira de clientes importantes. Outros entraram em processo de consolidação e conseguimos fechar contratos relevantes”, diz o presidente. “Também trouxe uma demanda pelos nossos produtos o fato de concorrentes enfrentarem muitas dificuldades nesse momento.”

Do faturamento esperados para 2017, cerca de 10% serão oriundos de exportações, diz o executivo, com vendas principalmente para a Argentina, mas também para outros mercados sul-americanos. No momento, entretanto, a companhia pretende rumar para a América do Norte, para se beneficiar do crescimento esperado em construção e infraestrutura nos Estados Unidos. “Em cinco anos, pretendemos atingir 25% de exportações”, afirma Carvalho.
Não só para o cobre, como para outras matérias-primas como o alumínio, a crise tem sido dura. A metalurgia brasileira enfrenta dificuldades pelo parco acesso ao crédito e a forte retração do consumo – por setores-chave como construção e transportes.

A Paranapanema, por exemplo, que também fabrica produtos de cobre, está em processo de reestruturação financeira. No primeiro trimestre, divulgou o quarto prejuízo líquido trimestral consecutivo, de R$ 43,1 milhões. Dentre os motivos para as perdas, o pagamento de juros da dívida e a retração do preço do cobre em Londres. Carvalho, da Cecil, chegou a trabalhar quatro anos na Paranapanema.

Esse crescimento pelas próprias pernas da Cecil, contudo, tem prazo de validade, admite Carvalho. Daqui para frente, diz, a empresa vai buscar oportunidades de expandir seus negócios principalmente por meio de novos negócios. A ideia é avançar para a produção de semielaborados e agregar valor aos produtos que hoje já comercializa, além de focar em ligas especiais para altíssima tecnologia.

“Acreditamos na perspectiva econômica do Brasil e queremos continuar investindo em expansão. Mas não necessariamente em cobre e latão”, afirma o executivo, sem dizer quais áreas seriam preferenciais. “Seriam áreas similares, que não precisariam de equipamentos diferentes para a laminação, por exemplo. Algo que a Termomecânica fez recentemente também.”

A Termomecânica é transformadora do cobre metálico em produtos semielaborados e acabados, principalmente. Investiu R$ 27 milhões para readequar a infraestrutura e passar a fabricar também produtos de alumínio no segundo semestre de 2016.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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