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20/07/2017

Carrefour estreia hoje na bolsa e analistas veem cautela

Por Adriana Mattos e Carolina Mandl | De São Paulo

Na véspera do início da negociação de ações do Carrefour Brasil – que ocorre a partir de hoje na bolsa brasileira – analistas estrangeiros interpretaram a definição do preço da oferta em R$ 15, o piso da faixa, como uma cautela de investidores em relação à operação.

As ações começam a ser negociadas hoje e há alguma expectativa de que fundos de investimento que não conseguiram entrar na operação fechem compras de lotes nos próximos dias. Coordenadores da oferta entendem a operação como uma vitória, segundo fontes a par do assunto, considerando o difícil quadro atual para emissões de ações, principalmente depois da delação dos irmãos Batista, do grupo J&F, ao Ministério Público Federal, que agravou a crise política no país.

Do total de investidores que participam da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Carrefour, que pode garantir até R$ 5,12 bilhões à empresa, cerca de 55% são investidores estrangeiros – 45% dos Estados Unidos e 10% de Europa e Ásia.

Os outros 45% são fundos e empresas nacionais. O perfil principal desses novos acionistas tem uma orientação mais de longo prazo. De acordo com uma pessoa que acompanhou a transação, fundos globais que aplicam por períodos longos, que não vinham participando de IPOs no Brasil, compraram papéis de varejista.

Na operação, fechada no piso da faixa de preço, que variava de R$ 15 a R$ 19, houve uma dose de esforço por parte dos envolvidos para conseguir vender os lotes da oferta primária e secundária, considerando que poucos dias antes da fechamento do preço ainda se aguardava um maior volume de reserva dos papéis – no fim da última segunda-feira, portanto, um dia antes da precificação, a demanda estava 20% acima da oferta.

Isso não significa, porém, que todos os investidores tiveram suas reservas atendidas. Anteontem, alguns fundos de investimento ainda fecharam a compra de lotes grandes. Com isso, alguns investidores acabaram não tendo seus pedidos integralmente atendidos.

Após a precificação do papel no Brasil, os analistas do Raymond James cortaram o preço-alvo das ações do Carrefour na França, passando de € 26 para € 25 por papel. Apesar da revisão, o banco manteve a recomendação para os ativos em “outperform” (equivalente a compra). Ele atribui o corte ao resultado da oferta no Brasil. As projeções dos analistas consideravam um valor patrimonial para a subsidiária brasileira de € 9 bilhões, considerando uma oferta a R$ 17. A R$ 15, os cálculos passam a considerar € 8,1 bilhão.

“Vamos acompanhar com cuidado o primeiro anúncio do novo CEO [global do Carrefour], Alexandre Bompard, quando a companhia divulgar seus resultados para o primeiro semestre deste ano, em 30 de agosto”, afirmam em relatório a clientes, os analistas do Raymond James. O UBS faz um alerta semelhante. Disse que o resultado da oferta gera uma tendência de desvalorização nas ações do grupo Carrefour no mundo. Ontem as ações da varejista na Franca fecharam em queda de 2%, a € 21,22.

O UBS tem recomendação de venda para as ações do Carrefour, com preço-alvo de € 19,50. “Para o UBS, a definição do preço em R$ 15, para o ponto médio de R$ 17, implicaria numa tendência de queda de 0,95 euro por ação para o Carrefour”, escreveu a equipe liderada pelo analista Daniel Ekstein.

As interpretações no mercado sobre o resultado da oferta ganham peso porque refletem se o projeto convenceu ou não os investidores. A aposta na empresa define parte do seu fôlego financeiro daqui para frente, num cenário de ambiente concorrencial mais difícil e complexo.

Os analistas do UBS Gustavo Oliveira, Guilherme Muller e Daniel Ekstein traçaram uma comparação, em termos operacionais e financeiros, entre o Grupo Pão de Açúcar (controlado pelo francês Casino) e Carrefour. Os resultados encontrados mostram que as duas varejistas têm taxas de crescimento futuro próximas, mas o Carrefour distribuiu uma porção maior dos seus resultados para os acionistas (36%) nos últimos três anos como reflexo de uma operação mais enxuta em uso de capital.

Segundo o relatório, o Carrefour é dono de 81% de seus ativos imobiliários no país (versus percentual de 22% no GPA) e tem uma operação de serviços financeiros mais desenvolvida que responde por 20% do lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, da sigla em inglês) do grupo.

O GPA, por sua vez, está à frente do Carrefour no comércio eletrônico e no desenvolvimento do projeto de lojas de vizinhança.

Apesar dos sólidos fundamentos do Carrefour Brasil, o preço estabelecido na oferta da varejista representa um desconto de 20% quando comparado à chilena Cencosud, o que pode indicar que houve cautela por parte do investidor no Brasil, segundo relatório do Société Générale.

Segundo cálculos do banco, a ação a R$ 15 representa um múltiplo de 10,1 vezes o valor da empresa em relação ao lucro operacional (Ebit) do Carrefour. Já no Cencosud, essa relação é de 13 vezes.

Arnaud Joly, analista do Société, afirmou ainda que o papel do GPA está com desconto de 10%, negociado num múltiplo de 9,1 vezes o valor da empresa em relação ao Ebit, e vê potencial de recuperação. (Colaboraram Tatiane Bortolozi, Cibelle Bouças e Beth Koike)

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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