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28/07/2017

Bradesco lucra mais com queda da inadimplência

Por Talita Moreira e Vinícius Pinheiro | De São Paulo

Com uma sensível redução nos índices de inadimplência, o Bradesco dissipou boa parte das preocupações que ainda pairavam sobre a qualidade da carteira de crédito. O segundo maior banco privado do país registrou lucro ajustado de R$ 4,7 bilhões no segundo trimestre, um aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado.

A inadimplência sob controle mudou o foco de atenção dos investidores para o lado das receitas do banco, em um cenário de juros e spreads em queda. Com a retomada mais lenta do que o esperado dos financiamentos, o Bradesco revisou para baixo as principais projeções para o ano. Para a carteira de crédito, o banco passou a prever uma queda de 1% a 5%. A estimativa anterior era de uma alta de 1% a 5% neste ano.

“O crédito é o foco principal no nosso negócio, mas a economia não favoreceu a expansão nas carteiras”, disse o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco. O banco encerrou o mês de junho com saldo de R$ 493,6 bilhões em financiamentos, redução de 1,8% no trimestre e de 7,2% em 12 meses.

O ritmo fraco da atividade econômica teve influência maior na demanda por crédito do que o agravamento da crise política com a delação premiada dos donos do frigorífico JBS, segundo Trabuco. “O aumento da capacidade ociosa das empresas fez com que houvesse baixa demanda para linhas como capital de giro. Não foi o fator político que definiu essa trajetória”, afirmou, durante teleconferência com a imprensa. Embora o saldo permaneça em queda, as concessões de novos financiamentos no banco cresceram no trimestre tanto nas linhas para pessoas físicas como para empresas.

A melhor notícia do balanço, contudo, veio dos indicadores de inadimplência. Os atrasos acima de 90 dias no banco recuaram de 5,63% para 4,94% entre março e junho deste ano. Parte desse efeito veio da baixa de uma operação concedida a uma grande empresa e cujo nome não foi revelado, mas a redução nos calotes ocorreu em todas as linhas. As despesas de provisão contra calotes recuaram 20% em relação ao segundo trimestre do ano passado (considerando os dados do HSBC Brasil nos dois períodos), para R$ 4,9 bilhões.

“A qualidade dos ativos, que era uma preocupação para o Bradesco no fim do ano passado, agora não é mais”, escreveram os analistas do BTG Pactual, em relatório. A reação dos investidores aos resultados foi praticamente neutra. As ações do banco encerraram o dia em queda de 0,13%, em linha com as demais instituições.

Com a redução da Selic para o patamar de um dígito, as atenções de analistas e investidores se voltaram para a capacidade do Bradesco de recompor as receitas financeiras. A margem de juros do banco apresentou redução de 5,3% em relação ao segundo trimestre do ano passado, para R$ 15,8 bilhões.

Junto com o resultado, o banco anunciou a redução na projeção para a margem financeira e passou a prever queda de 1% a 5% neste ano. Além do crédito, a queda da Selic tem impacto negativo sobre as reservas técnicas da seguradora, que representa quase um terço do lucro do Bradesco. A receita também foi afetada por uma baixa (“impairment”) de R$ 414 milhões. “As margens [do Bradesco] começaram a mostrar os primeiros sinais de pressão, que deverão continuar pelos próximos 18 meses”, afirmam os analistas do Goldman Sachs.

A redução dos juros deverá afetar positivamente a demanda por financiamentos e o custo de carregamento das dívidas por parte das empresas, em especial aquelas em dificuldades, segundo Trabuco. “Nós não subestimamos o impacto do afrouxamento monetário na demanda por crédito”, disse.

A estrutura de ativos e passivos do banco fará com que o efeito da queda dos juros seja nulo no curto prazo, disse Carlos Firetti, diretor de relações com investidores do Bradesco. “Para 2018, quando haveria esse impacto, esperamos que o efeito seja compensado pela retomada do crédito”, afirmou.

No trimestre, o Bradesco voltou a fazer uma venda de carteiras de crédito em atraso, já baixadas a prejuízo, no valor de R$ 1,3 bilhão. Questionado sobre uma nova operação que está atualmente no mercado, com valor de pelo menos R$ 4 bilhões, o vice-presidente e diretor de relações com investidores do banco, Alexandre Glüher, disse que não faria comentários sobre transações em curso. Mas afirmou que o Bradesco se preparou para estar mais presente nesse tipo de atividade. “Com a venda, conseguimos liberar recursos para nos dedicarmos a créditos com chance de recuperação maior”, disse.

Enquanto as receitas não crescem, o Bradesco segue no plano de corte de despesas em meio ao processo de integração das operações do HSBC. O banco lançou neste mês um programa de demissão voluntária (PDV) para funcionários. Glüher não comentou qual a meta do programa, que ficará aberto até o fim de agosto, mas disse que os efeitos aparecerão já nos resultados do terceiro trimestre.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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