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28/04/2017

Banco lucra mais com recuo em provisões

Por Silvia Rosa, Talita Moreira e Vinícius Pinheiro | De São Paulo

Margem financeira do Bradesco deve se recuperar no 2º semestre, diz Firetti

Com sinais de que o pico das perdas provocadas pelo aumento dos calotes ficou para trás, o Bradesco registrou resultados acima do esperado nos três primeiros meses do ano. O segundo maior banco privado brasileiro lucrou R$ 4,648 bilhões, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. A projeção média dos analistas consultados pelo Valor apontava para um lucro ajustado de R$ 4,418 bilhões. A rentabilidade do banco ficou em 18,3%, acima dos 17,5% alcançados nos três primeiros meses de 2016.

Parte importante do resultado veio da redução das despesas de provisão contra calotes no crédito. A margem financeira, porém, registrou queda tanto no trimestre como na comparação anual após uma nova baixa contábil em títulos de crédito (“impairment”) de R$ 420 milhões.

Os investidores reagiram bem aos resultados. As ações do banco encerraram o dia em alta de 2,92%, a maior entre os grandes bancos, enquanto que o Ibovespa, principal índice da bolsa, caiu 0,29%.

Para o vice-presidente e diretor de relações com investidores do Bradesco, Alexandre Glüher, a economia brasileira está em ponto de inflexão e mostra sinais de recuperação, tendência que deve se consolidar no segundo semestre. “Já observamos neste trimestre uma evolução importante na qualidade de crédito”, afirmou.

Os níveis de inadimplência dão sinais de que atingiram o pico no fim de 2016 e devem continuar melhorando gradualmente nos próximos trimestres, segundo Glüher. O índice de atrasos acima de 90 dias na carteira do banco encerrou março em 5,63%, pouco acima dos 5,51% do fim do ano passado.

A carteira de pequenas e médias empresas, que vinha apresentando mais problemas para o banco, foi a que teve melhor desempenho, com uma queda de 8,62% para 8,26% no índice de atrasos no trimestre. Nos empréstimos a pessoas físicas também houve redução nos calotes, de 6,94% para 6,66% no período.

O indicador de inadimplência só não foi melhor em razão da carteira de grandes empresas, que teve uma alta de pouco mais de 1 ponto percentual, para 2,29%. A elevação é consequência do atraso de um cliente do segmento corporativo, cujo nome não foi revelado.

O crédito já conta com 100% de provisão desde 2015, e por questões contratuais tornou-se inadimplente apenas em outubro do ano passado, segundo Carlos Firetti, diretor de relações com o mercado do Bradesco. “Não vemos mais casos como esse na nossa carteira”, disse, durante teleconferência com jornalistas. Outro sinal positivo veio do índice de atrasos entre 15 e 90 dias, considerado um antecedente para o comportamento da carteira de crédito, que caiu de 4,65% para 4,31% no trimestre.

Com a trajetória mais controlada da inadimplência, o banco teve uma redução de 10,8% nas despesas de provisão em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para R$ 4,862 bilhões. Após o resultado, o Bradesco já projeta que os gastos com a chamada PDD no ano ficarão no piso das estimativas, que variam entre R$ 21 bilhões e R$ 24 bilhões. Segundo os analistas do BTG Pactual, anualizando o resultado do primeiro trimestre, a provisão ficaria inclusive abaixo do mínimo previsto pelo Bradesco.

A melhora nas provisões compensou o desempenho mais fraco na margem financeira, que registrou queda de 5% no trimestre e de 5,7% – considerando os dados pro forma do HSBC Brasil – em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 15,9 bilhões.

O ambiente econômico, que tem levado a uma fraca demanda por crédito, afetou essa linha de receita do banco, segundo Firetti. “Acreditamos que a margem deve começar a se recuperar no segundo semestre com a retomada do crédito”, afirmou.

A carteira de financiamentos do Bradesco encerrou o primeiro trimestre em R$ 502,7 bilhões, queda de 2,4% em relação a dezembro e alta de 8,5% em 12 meses. O aumento na comparação anual é reflexo da incorporação dos ativos do HSBC, no terceiro trimestre do ano passado. As linhas consideradas menos arriscadas, como consignado e imobiliário, estão entre as que apresentaram crescimento no trimestre.

A área de seguros respondeu por 30% do resultado do banco, no primeiro trimestre, segundo Firetti. O lucro foi de R$ 1,374 bilhão no primeiro trimestre de 2017, com recuo de 0,4% em relação ao mesmo período de 2016, com o aumento da sinistralidade.

O banco também apresentou uma queda de 2,9% em receita de serviços em relação aos três primeiros meses do ano passado, refletindo o ambiente econômico. “Acreditamos que a captura de sinergias [com o HSBC] com receitas levarão a aceleração nessa linha ao longo do ano”, afirmou.

Para os analistas do Credit Suisse, os resultados tiveram uma composição muito diferente do esperado. “Houve uma performance muito fraca das receitas (juros e serviços), em contraste com uma melhora substancial da qualidade dos ativos e das despesas”, escrevem, em relatório.

As despesas operacionais do Bradesco caíram 2,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O banco fechou 192 agências no trimestre, mas o Firetti negou que esse movimento tenha relação com a incorporação do HSBC. “Faz parte de um processo contínuo de racionalização da nossa rede”, afirmou.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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