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14/08/2017

Banco Brasil Plural compra comercializadora de energia

Em busca da diversificação das fontes de receita, o grupo Brasil Plural fechou a compra da comercializadora de energia Celer, do Rio, por um valor não divulgado. Criada em 2013 por executivos da antiga MPX, a Celer atua na compra e venda de contratos de energia, operações estruturadas e consultoria. A projeção de crescimento do mercado livre de energia, que representa hoje cerca de 30% do consumo energético do país, atraiu a entrada do Brasil Plural no negócio.

Para Rodolfo Riechert, presidente do grupo Brasil Plural, a migração dos consumidores do mercado regulado para o livre também levará ao maior desenvolvimento de produtos e serviços financeiros ligados a energia, daí o cruzamento com o banco. “No exterior, esse é um negócio muito financeiro, que envolve até hedge funds”, diz ele.

O Brasil Plural também quer trazer para dentro do banco o conhecimento do setor energético, que pode ajudar a instituição a avaliar o impacto do custo da energia para o negócio de seus clientes.

Entre os serviços que Riechert pretende criar no banco a partir da compra da Celer está, por exemplo, o financiamento de geradoras a partir do pré-pagamento da energia que ela vai gerar futuramente. Essa transação gera contratos que poderiam servir depois de lastro para algum produto financeiro. “Existe muita sinergia com o mercado de capitais”, afirma o executivo.

Do lado dos sócios da Celer, a entrada do Brasil Plural na comercializadora representa uma oportunidade de crescimento. “Vamos poder usar o capital e a placa do banco. Energia é coisa de gente grande”, diz Eduardo Karrer, ex-presidente da MPX e que assumirá a presidência do conselho de administração da Celer. Com R$ 4,5 milhões de capital, a Celer faturou R$ 150 milhões no ano passado.

A presidência executiva da comercializadora terá dois executivos: Cristian Nogueira, responsável pela mesa de empresas do Brasil Plural no Rio, e João Dahl, que já comandava a Celer antes da compra pelo Brasil Plural. Os outros três antigos sócios da empresa, Leonardo Soares, Sérgio Romani e Ewerton Vital, continuam na operação, agora debaixo do grupo Brasil Plural.

Outros agentes financeiros também estão interessados no segmento de energia. Em 2010, o banco BTG Pactual começou as atividades de sua comercializadora. A XP Investimentos também lançou em 2015 contratos financeiros de energia elétrica.

Fundado por ex-executivos do Pactual, o grupo Brasil Plural vem reestruturando suas atividades. O banco decidiu transferir sua família de fundos líquidos, que somam cerca de R$ 15 bilhões, para a Genial, antiga Geração Futuro. O grupo avalia também atrair um sócio minoritário para a Genial com o objetivo de fortalecer a plataforma de investimentos. O maior representante desse segmento é a XP Investimentos.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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