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09/05/2017

Balanços indicam retomada no varejo

Por Adriana Mattos e Thais Carrança | De São Paulo

O comércio brasileiro pode ter deixado o pior para trás, após dois anos consecutivos de crise no consumo que afundou os resultados das empresas. Balanços publicados nos últimos dias, por 16 das 31 empresas de capital aberto dos setores de varejo e consumo, apontam para uma recuperação nos números. As cadeias varejistas apuraram alta de 14,8% na receita líquida no primeiro trimestre do ano em relação a 2016, alcançando R$ 25,76 bilhões. O índice supera a inflação no período, de 4,57% no acumulado de 12 meses, até março, com ganho real nas vendas.

Apesar das maiores pressões financeiras, como reflexo da escalada da taxa de juros entre 2016 e parte de 2017, houve uma melhora no lucro líquido das redes. Com despesas operacionais sob maior controle desde o ano passado, as varejistas fecharam o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 595,2 milhões, alta de 655% em relação ao ano anterior, quando o montante atingiu R$ 78,8 milhões.

Os dados fazem parte de levantamento do Valor Data, que contabilizou informações de balanços de oito redes e uma empresa de shoppings (ver tabela). Sete indústrias de consumo também tiveram os seus dados analisados. Para os fabricantes, a receita líquida teve leve queda de 1,6%, para R$ 15,8 bilhões. O lucro líquido da indústria caiu 27% de janeiro a março.

Quando o comércio vende num ritmo mais acelerado do que a indústria, como verificado, isso pode refletir uma desova de estoques antigos por parte das lojas. A margem bruta das redes passou de 28,6% de janeiro a março de 2016 para 29,2% neste ano. Outro indicador operacional, o lucro antes dos juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, da sigla em inglês) subiu 39% no comércio e caiu quase 10% na indústria.

Empresários do varejo têm relatado dois movimentos paralelos neste ano. Uma série de ações estratégicas e de reestruturação dos negócios, tomadas em 2016, acabaram se refletindo nos números deste ano. Ainda há um leve aumento demanda em determinados segmentos e regiões, especialmente entre março e abril, algo que os balanços do primeiro trimestre passaram a captar.

“Estamos começando a subir a escada. É um processo que reflete a inflação menor, levando a uma maior disponibilidade de renda, somado à queda nos juros e à entrada do saldo das contas do FGTS. Nos resultados ainda há o efeito das reestruturações. As companhias foram ficando mais eficientes e isso se vê agora nos números”, diz Alberto Serrentino, consultor e fundador da Varese Retail.

Os sinais de recuperação na demanda ocorrem especialmente no setor de bens duráveis e semi-duráveis, segundo empresas e associações. “Os números de 2017 não refletem mais aquela catástrofe de 2016. Começamos a ver reação em vestuário e material de construção, por exemplo. Também há sinais mais positivos em eletroeletrônicos”, disse Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Bentes e Serrentino não acreditam que há apenas um efeito de base de comparação mais fraca, de 2016, apesar desse fator ser considerado nas análises. “Não vemos recuperação no emprego, pelo contrário. Mas há desaceleração nas demissões. O consumidor que acha que não vai mais perder o emprego começa a querer voltar a gastar. Esse comportamento fica claro na melhora na venda de itens discricionários”, diz Serrentino.

Bentes diz que, como deve ser uma recuperação inicial mais centrada em Estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste, varejistas com foco nessas áreas sentirão uma melhora mais rápida do que aquelas voltadas para o mercado no Nordeste.
A CNC prevê um aumento de 1,5% nas vendas do varejo neste ano – revisou para cima a taxa, que, em março, era de 1,2%. Para o Dia das Mães, a previsão que deve ser anunciada hoje ao mercado é de uma alta de 3,8% – em 2016, a venda caiu 8,5%, segundo a Serasa.

Relatórios de analistas publicados nos últimos dias destacam a cautela, considerando que é preciso confirmar ainda a tendência de recuperação. Mas ressaltam a hipótese de uma melhora em indicadores antes do previsto – um dos termômetros neste sentido será as vendas de Dia Das Mães. Na semana passada, o comando da empresa de shoppings Multiplan confirmou ao Valor recuperação das vendas dos lojistas em abril, num ritmo superior a março.

Relatório da Citi Corretora mostra que seis empresas (entre as oito cobertas no setor de varejo) divulgaram resultados do primeiro trimestre acima do esperado.

“O crescimento se traduziu em um notável salto de 28% no Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] agregado ano a ano, desafiando a nossa visão de que a recuperação seria necessariamente gradual”, escreve a analista Paola Mello.

Segundo ela, depois de um difícil início de ano, março foi um ponto de inflexão no crescimento da receita. “Abril parece estar seguindo o mesmo caminho, o que nos faz acreditar que a recuperação do consumo doméstico no Brasil agora tem um impulso real”, observa. Ainda segundo ela, Hering e Arezzo têm uma boa parte de suas vendas provenientes de franqueados e lojas multimarcas, que são um termômetro para o varejo no Brasil. As vendas para varejistas multimarcas cresceram 28,7% na Arezzo e 3,5% na Hering no primeiro trimestre.

Dados do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), entidade formada por cerca de 60 redes, mostram que a retração perdeu velocidade. Março fechou com queda real nas vendas de 1,6% (em janeiro, caiu 4,1% e em fevereiro, 2,3%). O instituto chegou a estimar crescimento de 2,7% em abril, mas hoje não acredita que esse índice foi alcançado. “Ainda não acho que [abril] foi positivo, isso deve ficar para maio, porque para alguns segmentos, os feriados seguidos e as chuvas atrapalharam”, disse Antonio Carlos Pipponzi, presidente do IDV. O instituto prevê alta de 3,8% em maio e 3,9% em junho, na comparação anual, com base em expectativas divulgadas pelas varejistas associadas.

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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