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21/03/2017

Analistas estimam prejuízo de R$ 14 bilhões na Petrobras

Por André Ramalho e Rodrigo Polito | Do Rio

À espera da divulgação do balanço do quarto trimestre de 2016 da Petrobras, prevista para hoje após o fechamento da bolsa, analistas de bancos que acompanham a petroleira estimam que a companhia volte a apresentar um balanço trimestral positivo. A média das projeções de seis bancos consultados pelo Valor indica que os analistas esperam um lucro líquido de R$ 3,095 bilhões no quarto trimestre, mas insuficiente para compensar as perdas acumuladas no ano e para que a petroleira volte a pagar dividendos aos seus acionistas, referente às demonstrações financeiras do ano anterior. Isso que não ocorre desde 2014.

Para o balanço consolidado do ano, as seis casas de análise (Bradesco, BTG Pactual, Credit Suisse, Itaú BBA, Morgan Stanley e Santander) estimam prejuízo de R$ 14,24 bilhões, ante as perdas de R$ 34,83 bilhões de 2015.

A média das projeções aponta, ainda, para uma queda de 13,8% nas receitas líquidas no quarto trimestre (para R$ 73,33 bilhões), ante igual período de um ano antes, e de 11,2% no acumulado do 2016 (R$ 285,4 bilhões).

No caso do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), a previsão é de alta de 31,25% no trimestre (R$ 22,39 bilhões) e de 15,6% no consolidado do ano (R$ 85,4 bilhões).

A expectativa é que a nova política de preços dos combustíveis, lançada em outubro, já demonstre algum efeito sobre as receitas no último trimestre do ano passado. O Itaú BBA estima que, após a implementação da nova prática, os preços médios do diesel tenham caído 5,8% e os da gasolina cedido 2,4% no quarto trimestre, ante o trimestre anterior.

Apesar disso, o banco diz acreditar que o preço médio de realização (preço médio de venda dos combustíveis em reais no Brasil) tenha crescido 3%, como reflexo do aumento de 11% nos preços do barril petróleo no mercado internacional.

O balanço consolidado de 2016 deve ser puxado para baixo pelo “impairment” (redução ao valor recuperável de ativos) de R$ 15,7 bilhões contabilizado pela companhia no terceiro trimestre de 2016 – que levou a estatal a registrar prejuízo de R$ 17,33 bilhões no período acumulado de janeiro a setembro. O Credit Suisse, por exemplo, estima que a Petrobras deva fechar 2016 com uma perda acumulado de R$ 12,2 bilhões.

A expectativa, no entanto, é que a petroleira estatal não volte a registrar baixas contábeis de grandes proporções. Em novembro, ao comentar os resultados do terceiro trimestre, o próprio diretor financeiro da empresa, Ivan Monteiro, antecipou que não esperava para os próximos trimestres um “impairment” da mesma “magnitude”.

“A companhia, com as informações que nós temos até hoje [em novembro], não tem nenhuma expectativa de que ocorram imparidades nos montantes que foram divulgados para o terceiro trimestre. Nem para o quarto trimestre, nem nos próximos trimestres”, disse Monteiro a investidores, durante a teleconferência sobre as demonstrações financeiras do terceiro trimestre.

Balanço consolidado do ano deve sofrer impacto do “impairment” de R$ 15,7 bilhões que teve de fazer no 3º trimestre
Apesar da expectativa de lucro, o Credit estima que o balanço do quarto trimestre deve refletir aumento nas despesas com pessoal. O banco diz que o acordo coletivo assinado no início deste ano com os sindicatos dos petroleiros deve pressionar em US$ 230 milhões os resultados do último trimestre do ano.

Por outro lado, o Credit pontua também que alguns efeitos não recorrentes devem influenciar positivamente os resultados no quarto trimestre. A expectativa é que desinvestimentos, como Carcará (BM-S-8) e da refinaria japonesa Nansei Sekiyu, devam contribuir com ganhos de US$ 880 milhões no balanço do último trimestre de 2016.

O banco ressalvou, no entanto, que a Petrobras tem registrado uma série de provisões para contingências, que não foram consideradas na projeção, mas que existem riscos de que a companhia apresente novos passivos contingentes, sobretudo relacionados a questões fiscais e trabalhistas. Segundo as estimativas do Credit, os passivos contingentes da petroleira somavam R$ 185 bilhões ao final do terceiro trimestre do ano passado.

A divulgação do balanço de 2016 se dá em meio a contestações às práticas contábeis da companhia, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A área técnica da CVM determinou, neste mês, que a Petrobras refaça e republique os balanços de 2013 a 2015, desconsiderando os efeitos da contabilidade de hedge cambial adotada pela companhia.

Em teleconferência com jornalistas, para esclarecer a decisão da CVM, no início de março, Monteiro afirmou que a estatal iria recorrer ao colegiado da CVM e que a empresa tem “plena convicção” sobre sua prática de contabilidade de hedge. Ele disse, ainda, que publicaria o balanço do quarto trimestre no próximo dia 21, sem mudança nas práticas – que poderiam acarretar na reversão dos últimos prejuízos registrados pela petroleira nos últimos anos e, consequentemente, no pagamento de dividendos a acionistas. (Colaboraram Juliana Machado, do Rio, e Thaís Carrança, de São Paulo)

Via: Folha de São Paulo — Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho, com informações do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.
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